Serena revirou os olhos. Quando estava prestes a tapar os ouvidos, a mulher falou.
— Você já fez isso para a Serena?
Serena franziu a testa. Por que a mencionaram?
Aquela mulher a conhecia?
— Não... ela... ela não merece — disse Xavier.
A resposta agradou a mulher, que riu com satisfação.
— Quando ela entrou na faculdade, roubou meu título de "a mais bonita" na hora. Muitos garotos que gostavam de mim passaram a gostar dela. Depois da formatura, fui à sua empresa resolver umas coisas, te vi e me apaixonei. Mas descobri que você era o namorado dela. Tentei te conquistar por um mês, mas você não cedeu. Fiquei de coração partido por um bom tempo.
— Na época, eu não reconhecia seu valor.
— No final, você acabou nas minhas mãos.
— Eu... cof, cof...
— Desculpe, quando fico animada, perco a medida da força.
Ao ouvir aquilo, e pensando um pouco, Serena finalmente se lembrou de quem era aquela mulher. Não admira que a achasse familiar.
Por causa do pequeno acidente, os dois pararam por um momento, mas logo retomaram a atividade com fervor.
Mirella gostava de dominar os homens, usando a humilhação para submetê-los.
— Você ainda a ama?
— A Serena?
— Sim.
— Eu te amo.
— Ah, para com isso. O que temos é só diversão, não tem nada a ver com amor.
— Se eu a amo ou não, não importa mais. O que importa é que um dia, eu vou...
— Fazer o quê?
— Fazer com que ela se arrependa de ter me deixado, que chore e implore meu perdão. E então eu a jogaria na cama, a possuiria com força, da maneira mais selvagem, com toda a minha energia, até ela chorar e gritar, me chamando de "meu amor"!
— Seu tarado, você ficou excitado!
Serena estava realmente enojada. Pegou o bule de chá da mesa e o atirou na direção dos dois.
Com o barulho do bule se quebrando, os dois se assustaram.



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