— Eu não posso te perder! Não posso!
Ela chorava enquanto olhava desnorteada ao redor. Foi então que viu uma silhueta se aproximando, passo a passo.
Serena ficou paralisada, observando a figura se aproximar e se tornar cada vez mais nítida.
Sua camisa branca estava coberta de lama, o cabelo desgrenhado e sangue escorria de sua testa. Mas quando ele a viu, parou e abriu os braços.
Serena tropeçou e depois se jogou nos braços dele, abraçando-o com força.
— Você está vivo, não está? Você está vivo...
Felipe a abraçou com força.
— Eu estou vivo.
— Você me matou de susto!
— Desculpe.
— Pensei que ia te perder!
— Isso não vai acontecer.
— Felipe, Felipe?
— Estou aqui.
— Eu não consigo acreditar...
Felipe a afastou um pouco e a beijou com força.
— Meu bem, eu estou aqui.
Serena começou a chorar, um choro de medo, pavor e alívio. Ela começou a socar o peito de Felipe, liberando toda a sua angústia.
Felipe a abraçou novamente.
— Eu te dou a minha vida, está bem?
— Buá, para que eu quero a sua vida?
— Se eu te der a minha vida, você decide. Se me mandar viver, eu vivo. Se me mandar morrer, eu morro.
— Eu não controlo o destino. Não pode me dar algo mais concreto? Buá...
Serena chorava de forma descontrolada. De relance, atrás de Felipe, ela viu uma criança encharcada, pálida, com um olhar vazio, encarando-a.



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