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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 283

Serena contou a história toda repetidas vezes e, por fim, disse, resignada:

— Eu me caso amanhã. Posso ligar para o meu noivo?

Felipe Costa não demorou a chegar, envolto na escuridão da noite, com o ar de quem viera às pressas.

No instante em que o viu, as lágrimas de Serena rolaram, e ela se levantou para se jogar em seus braços.

Felipe a abraçou, beijando sua testa com ternura.

— Não tenha medo. Eu estou aqui.

Os procedimentos foram rápidos e, em pouco tempo, Serena foi liberada. A essa altura, ela já havia chorado tudo o que tinha para chorar. Encontrou um pedaço de madeira e, furiosa, estava pronta para ir acertar as contas com a Família Marques.

— Faltam quatro horas para o nosso casamento começar.

— Quatro horas? — Serena assentiu. — É tempo suficiente para eu dar uma lição neles!

Felipe sorriu, puxando-a para seus braços e beijando-a várias vezes.

— Não podemos nos atrasar para o momento certo.

— Mas eu estou com muita raiva.

— Deixe comigo. Vou fazer com que saibam quais são as consequências de mexer com você.

As lágrimas de Serena voltaram a cair.

— Eu nunca lhes fiz mal. Cheguei a considerá-los minha família, os tratei com sinceridade, mas eles... me enganaram, me incriminaram...

— Eles não merecem.

— Essas pessoas são muito más!

— E pessoas más devem ser punidas severamente.

— Quero bater neles até que se ajoelhem e implorem por perdão!

— Você não precisa sujar as mãos. Eu cuido disso.

— Que eles se arrependam de todo o mal que me fizeram!

— Certo. Farei com que se arrependam na sua frente.

— Quero dar um tapa em cada um deles! Não, dez tapas!

— Desde que não se importe de machucar a mão.

Serena, que estava rangendo os dentes de raiva, não pôde deixar de soltar uma risadinha ao ouvir aquilo.

— Então não uso a mão, uso o pé!

Serena e Patrícia só haviam se encontrado uma vez e não se conheciam bem, mas Felipe a convidara para ser madrinha. Ela pediu licença das gravações e veio, ajudando Tina em tudo.

— Patrícia, obrigada! — disse Serena, agradecida.

Patrícia sorriu.

— Um "obrigada" verbal eu não aceito. Lembre-se de me pagar vários jantares depois!

— Com certeza.

Deise Dias e os colegas do departamento de projetos da Orion também estavam lá, seguindo instruções, ocupados em colar decorações e encher balões.

Serena não tinha muitos familiares por perto, e para que o ambiente não ficasse vazio, Tina e os outros chamaram seus próprios parentes, tornando tudo muito mais animado. Embora Serena não os conhecesse, todos que a viam diziam "parabéns".

Enquanto era maquiada, Tina lhe deu meio copo de água com mel para beber.

— Tente não falar muito agora. Na hora da cerimônia, você ainda terá que ler seus votos.

— Tenho medo de que, assim que eu abrir a boca, todos comecem a rir.

Com aquela voz rouca, até ela mesma tinha vontade de rir.

***

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