Serena contou a história toda repetidas vezes e, por fim, disse, resignada:
— Eu me caso amanhã. Posso ligar para o meu noivo?
Felipe Costa não demorou a chegar, envolto na escuridão da noite, com o ar de quem viera às pressas.
No instante em que o viu, as lágrimas de Serena rolaram, e ela se levantou para se jogar em seus braços.
Felipe a abraçou, beijando sua testa com ternura.
— Não tenha medo. Eu estou aqui.
Os procedimentos foram rápidos e, em pouco tempo, Serena foi liberada. A essa altura, ela já havia chorado tudo o que tinha para chorar. Encontrou um pedaço de madeira e, furiosa, estava pronta para ir acertar as contas com a Família Marques.
— Faltam quatro horas para o nosso casamento começar.
— Quatro horas? — Serena assentiu. — É tempo suficiente para eu dar uma lição neles!
Felipe sorriu, puxando-a para seus braços e beijando-a várias vezes.
— Não podemos nos atrasar para o momento certo.
— Mas eu estou com muita raiva.
— Deixe comigo. Vou fazer com que saibam quais são as consequências de mexer com você.
As lágrimas de Serena voltaram a cair.
— Eu nunca lhes fiz mal. Cheguei a considerá-los minha família, os tratei com sinceridade, mas eles... me enganaram, me incriminaram...
— Eles não merecem.
— Essas pessoas são muito más!
— E pessoas más devem ser punidas severamente.
— Quero bater neles até que se ajoelhem e implorem por perdão!
— Você não precisa sujar as mãos. Eu cuido disso.
— Que eles se arrependam de todo o mal que me fizeram!
— Certo. Farei com que se arrependam na sua frente.
— Quero dar um tapa em cada um deles! Não, dez tapas!
— Desde que não se importe de machucar a mão.
Serena, que estava rangendo os dentes de raiva, não pôde deixar de soltar uma risadinha ao ouvir aquilo.
— Então não uso a mão, uso o pé!


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