No banheiro, Ofélia retocava a maquiagem.
Serena se aproximou e abriu a torneira para lavar as mãos.
— Roubando o vestido dos outros para usar? Você não tem roupas?
Um canto da boca de Ofélia se contraiu.
— Eu, Ofélia, visto o que bem entendo. Não roubei, apenas peguei.
Serena inclinou a cabeça para analisá-la dos pés à cabeça e comentou, estalando a língua:
— Muito apertado no quadril e largo demais na cintura.
Ofélia segurou a barra da saia e girou, exibindo-se com arrogância.
— Por acaso eu, Ofélia, preciso me importar com a opinião alheia? É claro que não. Contanto que eu goste, é o que importa.
— A sua confiança é realmente admirável, Srta. Branco. Se fosse eu, não teria coragem de usar. Realça um quadril largo, uma cintura grossa e ainda expõe a falta de busto.
Ofélia rangeu os dentes e rebateu:
— Diferente de certas pessoas, eu não sou só peito e nenhum cérebro!
— Se quem tem peito grande tem cérebro ou não, eu não sei, mas pelo menos não precisa usar enchimento.
— Você...
— A Srta. Branco certamente não está usando enchimento, não é? — Serena provocou, antes de examiná-la novamente. — Ah, você está? Mesmo com enchimento e continua tão reto?
— Serena!
Ofélia, humilhada e furiosa, ergueu a mão para lhe dar um tapa.
Mas o olhar de Serena se tornou glacial. Ela juntou uma porção de água nas mãos e a atirou no rosto dela.
Os respingos encharcaram o rosto e o corpo de Ofélia, deixando-a atônita e, em seguida, fazendo-a tremer de raiva da cabeça aos pés.
Serena deu um sorriso de escárnio.
— Aconselho a Srta. Branco a voltar para as suas próprias roupas. Por melhor que seja o que pertence aos outros, no fim, nunca será seu.
Dito isso, ela se virou e saiu.
Assim que deixou o banheiro e entrou no corredor, percebeu um movimento atrás de si e desviou rapidamente.
— Sra. Costa, não importa a situação, agredir alguém é errado. Exijo que peça desculpas à minha filha imediatamente!
Serena piscou.
— Ela foi provocadora. Não merecia apanhar?
— Não passe dos limites!
— Quem está passando dos limites aqui? Ela disse na minha cara que ia roubar meu marido. Um tapa foi pouco, foi até um favor que fiz à Família Branco. Se não fosse por isso, ah... eu a teria esfolado viva!
— Sua megera, você...
O rosto da Sra. Branco escureceu. Ela tinha as palavras na ponta da língua, mas com tantas pessoas observando, não conseguiu dizê-las.
Ofélia, no entanto, não suportava a humilhação e apontou para Serena, pronta para insultá-la, mas a Sra. Branco a impediu mais uma vez.
— Isso aqui não é a feira, e nós não somos esse tipo de gente desbocada e sem vergonha. Discutir com ela só nos rebaixa ao nível dela! — disse a Sra. Branco com sarcasmo velado, empurrando a filha em direção a uma sala de descanso no fundo do corredor.
Ao passar por Serena, a Sra. Branco a fuzilou com o olhar.
— Sra. Costa, um conselho de amiga: já que se casou com um membro da Família Costa, é sua responsabilidade zelar pelo nome deles. Não manche a reputação da família por causa do seu comportamento!

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