Ao ouvir o grito, Serena parou e olhou para dentro da sala.
Além da Sra. Costa, que estava fora de si, estava a Sra. Branco, balançando a cabeça com uma expressão de falsa mágoa.
— Poliana, foi apenas um acidente. Você não pode culpar a Família Branco por isso. Não é justo!
— Eu não quero justiça, eu quero a minha filha! Eu a quero viva! — gritou a Sra. Costa, com os olhos vermelhos.
— Os mortos não podem voltar. Além disso, já se passaram vinte anos. Você precisa superar isso!
— Sua assassina, cale a boca!
— Você não tomou seus remédios de novo?
— Saia! Saia daqui!
A Sra. Branco não saiu; pelo contrário, aproximou-se alguns passos.
— Sua mente está confusa de novo? Deixe-me ajudá-la a lembrar. Naquele dia, você e Vagner trouxeram Felipe e Vivian para nos visitar. Nós duas estávamos no andar de cima, tomando café. Vagner e meu marido, Fidel, conversavam na sala de estar, e as crianças brincavam na sala de brinquedos no térreo...
Para uma mãe que perdeu sua filha tragicamente, a coisa mais dolorosa era reviver a cena de sua morte.
A alma da Sra. Costa pareceu ser arrancada de seu corpo. Com o olhar perdido, ela caiu no chão, balançando a cabeça em confusão e murmurando:
— Não, não... pare, por favor... minha cabeça dói tanto...
Mas a Sra. Branco caminhou até ela e, olhando-a de cima, com um brilho cruel nos olhos, continuou:
— Naquele dia, caiu uma tempestade com muitos raios. Assim que a chuva parou, as crianças correram para brincar no jardim. Vivian também. Mas, por algum motivo, ela foi para o quintal dos fundos, saiu pelo portão, e então a árvore perto da entrada caiu de repente...
— Ah! — O rosto da Sra. Costa ficou branco como papel. Ela tapou os ouvidos desesperadamente. — Por favor, eu te imploro, não fale mais nada!
— Aquela árvore era enorme e caiu com um peso tremendo...
— Cale a boca!


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