Serena achou que Felipe estava exagerando, mas homens, especialmente os bonitos, precisavam de um pouco de bajulação. Então, ela correu atrás dele, segurou sua mão e o arrastou para uma pequena mata.
— Este caminho é mais curto!
Felipe não suspeitou e a seguiu para dentro da mata, mas logo percebeu que não havia caminho algum.
Ele bufou, virando-se para sair, mas Serena o chamou com uma voz deliberadamente doce e afetada:
— Veterano, não seja assim, e se alguém nos vir...
— Você disse que não havia ninguém aqui?
— Mas eu sou tão jovem, estou com tanto medo.
Serena começou a atuar, com voz e emoção. Sua performance foi tão convincente que assustou um casal que estava escondido em algum lugar por perto.
— Tem alguém?
— Estão fazendo a mesma coisa que a gente, se pegando no mato.
— Fala baixo.
— Com certeza sou melhor que aquele cara ali.
— Idiota!
Serena ficou perplexa. Ela realmente não esperava encontrar um casal ali. Pigarreou, planejando arrastar Felipe para fora.
Mas, no instante seguinte, ele a pressionou contra o tronco de uma árvore próxima.
— Ele disse que é melhor do que eu?
— Cof, cof, ele está só se gabando.
Felipe inclinou a cabeça e mordeu com força o lábio de Serena.
— Então, me diga, eu sou bom?
— Cla-claro.
— O quão bom?
Imagens ardentes imediatamente surgiram na mente de Serena. Seu coração acelerou, e sua respiração ficou mais pesada. Ela passou os braços pelo ombro de Felipe, aproximando os lábios de seu pomo de adão, roçando-o sutilmente.
— Quer saber?
— Quero.
A palavra vibrou em sua garganta, rouca e sedutora, incrivelmente sexy.
Seu corpo esquentou na hora. Ela pegou a mão dele e a guiou por baixo do casaco e do suéter, colocando-a em sua cintura.

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