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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 394

A Sra. Branco levou a mão ao peito. O apresentador havia convidado a Sra. Costa, o que ela estava fazendo lá em cima? Achava que ninguém na festa sabia quem era a verdadeira Sra. Costa?

Ao roubar os holofotes daquela maneira, ela só estava confirmando o que Serena havia dito antes: que ela cobiçava seu marido e queria ser a outra!

Quem em sã consciência correria para assumir uma reputação tão ruim?

— Ei, por que ela subiu?

— Pois é, ela não é a Sra. Costa!

— Não é à toa que a Sra. Costa a chamou de sem-vergonha. Agora ela está expondo suas intenções sórdidas no palco!

— De dia, ela ficou ao lado do Diretor Costa, e agora circulou pelo salão o tempo todo. Ela deve estar louca para ser a amante!

A Sra. Branco respirou fundo. Certas coisas podiam ser feitas às escondidas, mas nunca abertamente. Boatos eram uma coisa, mas deixar provas era outra. Ao subir no palco, Ofélia confirmou todas as suspeitas dos presentes.

Em meio a esses comentários, Ofélia terminou seu discurso.

Ela se portou com elegância e serenidade, e, sob os aplausos, sentiu que sua decisão de subir ao palco fora absolutamente correta.

Nesse momento, as luzes do salão se apagaram, e um único holofote iluminou o tapete vermelho à frente.

— E agora, por favor, recebam o Diretor Felipe Costa para a primeira dança.

Assim que o apresentador terminou de falar, Felipe caminhou para debaixo do holofote.

O coração de Ofélia voltou a acelerar. Felipe estava esperando por ela. Era a hora de ir até ele...

No entanto, o holofote girou e, como se surgisse do nada, Serena apareceu ali, vestindo um deslumbrante vestido de gala vermelho tomara-que-caia. Ela sorria suavemente, radiante e nobre, deixando todos boquiabertos.

A luz permaneceu fixa nela, e Felipe caminhou da escuridão em sua direção, passo a passo, com os olhos fixos nela, e somente nela.

Quando a música começou, ele tomou uma de suas mãos, envolveu sua cintura fina com o outro braço, inclinou-se para beijar sua testa e, então, começaram a dançar.

Eles eram o centro das atenções, mas, de vez em quando, os olhares se desviavam para Ofélia, no palco.

Ela permanecia imóvel, ainda com o vestido manchado de vinho, parecendo patética e ridícula, como uma palhaça.

Na verdade, pouco depois de ser trancada, Felipe apareceu com a chave e abriu a porta, trazendo-lhe um novo vestido de gala. Ela já estava livre há um bom tempo, mas não quis interromper Ofélia, que estava tão ocupada em seu lugar.

Ela aproveitou para tomar um café e descansar um pouco.

E como Ofélia se esforçou tanto, era justo dar a ela uma oportunidade de brilhar. Por isso, pediu ao apresentador que adicionasse de última hora o discurso da Sra. Costa. E, como esperado, a tola subiu ao palco.

Ela queria exatamente isso: expor as intenções sórdidas de Ofélia para que todos soubessem que tipo de pessoa ela era.

Felipe beliscou discretamente a cintura de Serena. Quando ela o fuzilou com o olhar, ele balançou a cabeça e sorriu.

— Você não sabia que eu tenho um terceiro olho?

— Onde?

— Em você.

Mesmo quando estava cercado por convidados, conversando e brindando, ele mantinha um olhar sobre ela. Assim, soube o que estava acontecendo e pôde resgatá-la a tempo.

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