Sua câmera varreu os arredores e, em seguida, fixou-se em Serena.
— Prezada cliente, olá.
Uma voz eletrônica suave e adorável.
Serena sorriu. — Olá, qual é o seu nome?
— Meu nome é... Bidu.
Serena deu uma risadinha, mas ao ver o robô fazer uma expressão de tristeza, ela rapidamente conteve o riso.
— Eu odeio esse nome.
— Oh.
— Mas não tenho autoridade para alterá-lo.
Serena não entendia muito sobre o campo da inteligência artificial robótica, mas ficou surpresa com a capacidade do pequeno robô de responder de acordo com suas expressões faciais e de se comunicar fluentemente.
Ele parou diante dos degraus. Quando ela pensou que ele não conseguiria subir e precisaria de sua ajuda, um par de pernas articuladas se estendeu dos lados do cilindro, elevando seu corpo para o degrau seguinte. Em seguida, as duas pernas giraram e também subiram para o mesmo degrau, repetindo o movimento anterior.
Ele subiu as escadas rapidamente e com grande estabilidade, o que a surpreendeu ainda mais.
— Prezada cliente, precisa que eu faça algo por você? — Ele se aproximou dela.
Serena pensou por um momento. — Você pode cantar uma música?
— Posso tocar a música que você desejar.
— Eu quis dizer, você mesmo cantar.
— Tudo bem, vou passar vergonha.
Então, o robô realmente cantou. Não se sabe quem programou o software, mas ele cantou "Atirei o Pau no Gato" completamente desafinado, fazendo Serena quase rolar de rir.
— Cantar não é o forte dele, dançar é. — Robson, vestindo um agasalho branco, aproximou-se com as mãos nos bolsos.
Serena ainda não conseguia parar de rir. — Este é o robô que vocês desenvolveram?

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