Ela agora estava começando a acreditar que aquele homem era pai da Agatha, porque ele era tão desagradável quanto ela.
— Diretor Dias, por favor, entre — disse o professor, percebendo que o clima estava estranho.
Bryan viu que muitos pais já haviam chegado. Ele suavizou a expressão, lançou um último olhar profundo para Grace e entrou.
Agatha bufou para Grace.
— Minha mãe me contou, você é uma bastarda que sua mãe teve com um homem qualquer. Você não tem pai, quero só ver como vai fazer um pai aparecer hoje!
Grace levantou o punho. Se Agatha não tivesse corrido rápido, teria levado um soco.
Mas ela já estava esperando há tanto tempo e o Sr. Costa ainda não tinha chegado.
Serena chegou apressada trazendo Adolfo e Gabriel. Assim que viu Grace, soltou a mão dos filhos e correu para abraçá-la.
— Princesinha, estava morrendo de saudade de você.
Grace segurou o pescoço de Serena e deu um beijo estalado em sua bochecha.
— Serena, eu também senti muito sua falta.
Serena a ergueu nos braços e a balançou um pouco.
— Por que está mais magra?
— Mamãe quer que eu emagreça.
— Cada grama da nossa princesinha é preciosa, como pode emagrecer? Depois vou acertar as contas com sua mãe.
Grace abraçou Serena e deu outro beijo.
— A Serena é quem mais me ama.
Serena colocou Grace no chão.
— Vamos, sua mãe me ligou, hoje eu fico com você.
Grace balançou a cabeça.
— Eu ainda estou esperando uma pessoa.
— Esperando quem?
— Um tio, ele vai ficar comigo hoje.
Serena ficou confusa.
— Que tio? Sua mãe não me falou nada.
— É o Sr. Costa.

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