O local do encontro era um pequeno parque, num lugar bem isolado.
Rogério encontrou Ofélia e viu que ela vestia um agasalho esportivo barato, o cabelo estava cortado na altura da orelha e ela não usava sua maquiagem refinada de antes. Parecia outra pessoa.
Vendo-a assim, Rogério não conseguiu segurar o riso.
— Achei que fosse a tia da limpeza!
O rosto de Ofélia fechou.
— Procurei você para tratar de assuntos sérios!
Rogério claramente não estava com disposição para assuntos sérios. Continuou a zombar de Ofélia:
— Ouvi dizer que você nem é filha biológica do Fidel Branco, que sua mãe te teve com um amante qualquer, e quando o Fidel descobriu, mandou você e sua mãe para fora do país. Ué, mas como você voltou?
Ofélia franziu a testa.
— Voltei escondida.
— Voltou para quê?
— Para te procurar, é claro!
— Me procurar? — Rogério soltou uma risada. — Você não está pensando que eu vou me casar com você, está? Ofélia, por que não se olha no espelho? Antes eu aceitava casar porque você era a herdeira da Família Branco. Agora, o que você é? Uma bastarda. Acha que merece casar comigo?
— Rogério! — Ofélia trincou os dentes. — Eu te procurei para propor uma parceria!
— Você? Parceria comigo?
Ofélia respirou fundo.
— Eu posso te ajudar a tomar o Grupo Glória das mãos do Felipe!
Rogério piscou.
— Com você? Tomar do Felipe?
— Eu tenho um jeito, mas depende se você quer o Grupo Glória ou não.
Rogério sabia que Ofélia tinha lá suas habilidades, mas pensou um pouco.
— Não quero.

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