— Ele também disse que a roupa dele ficaria bonita em mim!
— Eu só disse a verdade.
— Mas eu quero trocar com ele, e ele não quer!
— Por que eu trocaria com você?
Gabriel começou a berrar:
— Ele não troca comigo e ainda diz que a roupa dele fica bonita em mim, ele está me intimidando, ele é um irmão ruim!
Adolfo tinha muita convicção em seus argumentos:
— Eu disse a verdade, mas isso não é motivo para eu ser obrigado a trocar de roupa com você. E você está sempre fazendo birra, uma coisa que eu detesto.
— Eu não quero que você goste! Eu quero a sua roupa!
— Viu só, você é um birrento.
Serena sentiu a testa latejar. Aqueles dois brigavam todo dia por motivos inexplicáveis, chegando às vias de fato, e não era só uma vez, mas várias vezes ao dia.
Ela já estava anestesiada, então apontou primeiro para Gabriel:
— Você vai usar essa roupa mesmo, não tire!
Depois apontou para Adolfo:
— E você cale a boca, não provoque ele!
Gabriel tinha medo da mãe. Embora continuasse com cara de injustiçado, abotoou obedientemente os botões que havia soltado. Adolfo, meio contrariado, não ousou dizer nada e fechou a boca comportado.
Depois de resolver a questão das crianças, Serena voltou correndo para fazer uma maquiagem leve e saiu com eles.
A festa anual do Grupo Glória acontecia num hotel pertencente ao grupo. Quando Serena chegou com as crianças ao salão de festas, a maioria dos convidados já estava presente. Renan Souza esperava por eles na entrada e os conduziu até a mesa principal.
Serena acomodou as duas crianças nas cadeiras. Ela pretendia sair, mas o Sr. Fernando a chamou, pedindo que ela também se sentasse.
— Isso não é apropriado.
Naquela mesa estavam apenas pessoas da Família Costa. Ela e Felipe estavam divorciados; sentar-se ali era muito inadequado, especialmente com tanta gente olhando.
— Pai, realmente não é apropriado. — A Sra. Costa sempre desprezara Serena.

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