— Não tenho essa intenção, nem interesse — disse ela diretamente.
— Papai respeita sua decisão, mas...
— Mas o quê?
— Seu avô está velho, papai nunca se envolveu nos negócios da empresa, seu segundo tio tem capacidade limitada e os dois filhos dele não têm futuro. O vasto patrimônio da Família Branco não pode ficar sem um herdeiro, certo?
— O senhor quer que eu assuma o Grupo Branco?
— Pessoalmente, eu gostaria.
Serena franziu a testa. Ela realmente não tinha interesse, mas não teve coragem de recusar Fidel naquele momento. Ele não sabia nada sobre o passado, então Serena não conseguia odiá-lo. Nos últimos anos, ele se esforçou para compensá-la e cumprir seu papel de pai; ela sentia isso e já o havia aceitado.
— Vou pensar sobre isso, está bem?
— Claro, papai não vai te forçar.
Serena assentiu. Ela ainda não planejava assumir o Grupo Branco, mas se a empresa tivesse algum problema, ela ajudaria com certeza.
Enquanto pai e filha conversavam e caminhavam, Serena lembrou-se do que aconteceu dias antes. Hesitou, mas perguntou:
— Pai, o senhor viu a Ofélia esses dias?
— Ela? — Fidel franziu o cenho. — Ela não está no exterior?
— Acho que a vi.
— Impossível. Mas, esteja ela no exterior ou aqui, não vou mais me importar com ela. Ela me decepcionou demais, planejando com a mãe dela a minha morte e a do avô.
Ao mencionar Ofélia, Fidel tremeu de raiva.
Vendo-o assim, parecia que ele realmente não tinha visto Ofélia.
— Talvez eu tenha me enganado, não devia ser ela.
Depois de levar Fidel de volta ao quarto, Serena estava prestes a sair quando recebeu uma ligação de um número desconhecido.
— Sabe o trabalho que deu para conseguir seu número?
Serena paralisou por um instante.
— Rogério?

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