— Sabia que era você!
Serena apareceu, bloqueando o caminho de Ofélia. Ao vê-la, Ofélia virou-se imediatamente, culpada.
— Acredito que se não estivesse sem saída, você não viria aqui.
Essa frase fez Ofélia parar. Ela hesitou por um momento e virou-se para encarar Serena. Escondeu a culpa e encheu o rosto e os olhos de ódio, como se sua situação atual fosse toda culpa de Serena.
— Pelo jeito, o Rogério não te deu vantagem nenhuma. Você também foi muito estúpida em colaborar com ele.
— Eu não ganhei nada, mas você também perdeu!
Serena riu.
— O que eu perdi?
— O Felipe foi expulso do Grupo Glória, ele não pode mais ser seu protetor!
— Ah, é assim que você se consola? Por que eu precisaria dele como protetor? Eu não posso ser minha própria proteção? Me falta dinheiro? Tenho metade das ações da Sol Dourado! Me falta poder? Basta eu acenar com a cabeça e serei a herdeira da Família Branco, o Grupo Branco será meu!
— Eu sou a herdeira da Família Branco!
— Você quer esse título? Tudo bem, eu te dou.
— Serena!
— O quê? Você também se acha ridícula agora?
— Você!
— Como você me chamava mesmo? Bastarda? Pobretona? Pé-rapado? Agora devolvo tudo isso a você. — Serena deu um passo à frente, olhando para Ofélia com escárnio. — Você, Ofélia, é que é a bastarda, a pobretona, a pé-rapado! Ah, vou adicionar mais um: idiota!
Ofélia enlouqueceu de raiva, gritou e avançou sobre Serena sem pensar nas consequências.
— Serena, vou te levar pro inferno comigo!

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