Felipe quase cuspiu a bebida. Apressou-se em largar a garrafa e caminhou a passos largos para segurar Gabriel, que já estava tocando em tudo.
— Quem trouxe vocês aqui?
— A mamãe, claro. — Adolfo fez uma pausa. — O senhor bebeu demais? Antigamente o senhor não fazia perguntas tão idiotas.
Felipe respirou fundo; estava surpreso demais.
— E onde está a mãe de vocês?
— Ela nos deixou na porta do camarote e foi embora.
— Foi embora? Ela não disse nada?
— Não.
Adolfo balançou a cabeça, mas logo se lembrou de algo:
— Papai, vamos logo para casa, eu ainda não fiz meu dever de casa.
— Papai, eu ainda não jantei. — Gabriel estava mais preocupado com a comida.
Sem escolha, Felipe teve que levá-los para casa. Bryan e os outros três seguravam o riso; um homem que virou pai não pode fazer o que bem entende.
Felipe levou as crianças para a casa de Serena. Ao entrar, viu que ela estava terminando de colocar o jantar na mesa e apressou os três para lavarem as mãos.
Felipe hesitou por um momento, mas acabou indo lavar as mãos primeiro. Saiu antes e encurralou Serena na cozinha.
— O que isso significa?
Serena ergueu as sobrancelhas:
— As crianças são só minhas?
— E então?
— Como assumi o Grupo Glória, agora estou muito, muito ocupada. Não tenho tempo para cuidar deles. Preciso que você os leve e busque na escola, acompanhe no dever de casa e cuide deles.
Felipe deu um riso anasalado:
— Isso é o seu contra-ataque?
— Escute, as crianças estão brigando de novo no banheiro. Vá lá resolver. — Serena o empurrou para fora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira