A interpretação de Serena foi pura distorção, mas ainda assim fez Xande e Thais rangerem os dentes de raiva.
Mariana, vendo que os dois estavam desconfortáveis com a bronca, sentiu-se vingada.
Já que eles tinham armado o circo, se ela não subisse no palco, pareceria que ela é quem estava devendo algo.
— Ainda não provei os dotes culinários da Thais. Estou realmente curiosa para saber o quão gostoso está para meu marido não parar de elogiar. — Dizendo isso, Mariana puxou Serena em direção à sala de jantar.
Serena acenou com a cabeça para Mariana.
— Mandou bem. Tem que mostrar para eles quem manda, para nunca mais ousarem te intimidar!
Mariana bufou.
— Você sabe o que eu senti quando entramos e vi os dois tão íntimos daquele jeito?
— O quê?
— Nojo.
Serena concordou.
— Realmente nojento.
Depois que as duas se sentaram, Xande também se sentou. Thais foi para a cozinha finalizar as coisas e depois trouxe os pratos um a um, colocando os talheres para os três com um serviço impecável.
Mas a mulher sonsa não seria ela mesma se não agisse como tal. Antes de se sentar, ela colocou propositalmente um prato de peixe no vapor na frente de Xande.
— Xande, você está com aftas ultimamente e não pode comer pimenta. Fiz esse peixe no vapor especialmente para você.
Serena imediatamente levantou o polegar para Thais.
— Que filha devota essa criança é!
Mariana tinha acabado de tomar um gole de água e quase cuspiu.
Xande, que antes ainda mantinha certa cortesia com Serena por ser visita, agora já a fuzilava com o olhar. De onde tinha surgido aquela mulher e como ela podia ter uma língua tão afiada?
Thais ficou com os olhos vermelhos novamente, com aquela expressão de quem foi intimidada mas não ousa falar.
— Qual é o bolinho de camarão? — perguntou Serena propositalmente.
Thais já sabia que não devia mexer com ela, então a ignorou.
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