— O que a sua vida ou morte tem a ver comigo?
— Mariana, como o seu coração pode ser tão cruel!
— Eu sou cruel mesmo, e daí?
Thais largou a taça de vinho, baixou a cabeça e começou a chorar baixinho.
— Querida, em consideração a mim, dê uma chance a ela. — Xande franziu a testa.
— Xande, eu não gosto de besteiras e nem de rodeios. Como eu disse ontem: na empresa, ou fica eu ou fica ela. Se ela ficar, eu saio. Você escolhe.
— Mariana, ela já pediu desculpas a você, o que mais você quer, afinal? — Xande gritou, furioso.
Mariana sorriu com amargura.
— Então você grita comigo por causa dela?
— Eu... eu prometi ao meu orientador...
— Pare de mencionar o seu orientador. Fui visitá-lo há alguns dias e ele disse que nunca pediu para você cuidar da Thais. Pelo contrário, ele acha que a Thais não tem competência suficiente, não é uma pessoa séria e nem sequer é adequada para entrar na nossa empresa!
O corpo de Xande enrijeceu.
— Você não confia em mim a ponto de ir perguntar ao meu orientador!
— Eu...
— Somos casados há oito anos, e essa sua atitude faz com que todo o meu esforço pareça uma piada. Você me decepcionou demais!
Serena colocou a mão na testa. Essa habilidade de inverter a culpa e se fazer de vítima era algo que Xande dominava com perfeição; devia ter manipulado Mariana assim muitas vezes no passado.
— Não é que eu não confie em você, eu apenas...
— Os fatos provam que você não é digno de confiança! — Serena interrompeu a explicação que Mariana tentava dar.
Nessas horas, quem se explica é quem perde.
— Estamos conversando entre marido e mulher, o que isso tem a ver com você, uma estranha? — Xande finalmente não aguentou e gritou com Serena.
Serena piscou os olhos.


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