— De qualquer forma, está amargo. Está horrível! — disse Grace.
Bryan sabia que Grace fazia aquilo de propósito, mas não se zangou. Foi até a cozinha, trouxe os outros dois pratos que preparara e colocou-os todos diante de Grace.
— Prove estes dois. Se também estiverem amargos, então é porque o papai cozinha muito mal. Amanhã mesmo contratarei um chef para me ensinar. Vou lhe contar um segredo: o papai é muito inteligente e aprende tudo rápido. Logo você comerá pratos deliciosos.
Diante das tentativas de Bryan de agradá-la, Grace permaneceu inabalável.
— Eu nunca vou gostar da comida que você faz.
— Por que não?
— Porque eu odeio você. E, por favor, saia da minha casa imediatamente. Minha mãe também não gosta de você!
Ao ouvir isso, Bryan apenas sorriu.
— Não tem problema. O papai virá com frequência e você acabará gostando de mim.
— Não vou, não! De quem eu gosto é do Sr. Costa!
Sabendo que o Sr. Costa a quem Grace se referia era Rogério, o sorriso de Bryan esmoreceu um pouco.
— Grace, o Sr. Costa de quem você fala não é uma boa pessoa. Foi justamente por causa dele que o papai e a mamãe se separaram. Você deveria odiá-lo tanto quanto eu.
— O Sr. Costa não é nada mau, você é que é!
O último vestígio de sorriso no rosto de Bryan quase desapareceu. Patrícia conhecia muito bem o temperamento dele e, imediatamente, puxou a filha para seus braços, temendo que Bryan pudesse agredi-la.
— Não tem problema. — Bryan respirou fundo. — Quando você crescer um pouco mais, saberá quem é que realmente lhe quer bem.
Enquanto falava, Bryan serviu um prato para Grace e pediu que Patrícia a colocasse de volta na cadeira.
— Eu dou comida na boca dela, você pode comer.
Grace franziu a testa: — Eu já tenho seis anos, não preciso que ninguém me dê comida na boca!

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