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Filho do homem mais rico romance Capítulo 4

"Ethan, você não disse que não tava trabalhando aqui? Então por que levou bebida pra aquela mesa? Haha, parece que a gente te pegou na sua mentira. Você tava achando engraçado mentir pra mim? Seu tonto."

A pessoa falando era Nina, e nesse momento, estava olhando com arrogância para Ethan.

"Eu só tava ajudando o garçom que foi no banheiro", disse Ethan com sinceridade.

"Então você vai continuar mentindo, hein. Mesmo que eu veja a verdade, você ainda não vai admitir?" Desprezando o garoto, Nina continuou: "Não tem coragem de admitir porque você é pobre? Você deveria perceber como é sortudo por ter conseguido um emprego de meio período em um bar de classe alta como esse. Não tem que competir com a gente. Quem você pensa que é? A gente é bem diferente, com toda certeza. Vai logo, me vê uma garrafa de cerveja preta alemã, que custa trezentos e vinte dólares".

Resignado, Ethan respondeu: "Pela última vez, eu não trabalho de garçom aqui".

No momento em que ele se virou para sair, Nina o agarrou de repente. Ela ficou brava de tanta vergonha, e o repreendeu: "Não passa vergonha. Eu tô mandando você me trazer uma cerveja agora mesmo. Você vai ou não vai?"

O tom de Nina era ameaçador. Como um colega dela, Ethan não tinha dúvida do que isso significava. Se ele recusasse de verdade nesse momento, não conseguia nem imaginar o que ela faria com ele quando voltassem para o campus.

Quanto menos problemas, melhor. Ethan deu um suspiro pesado, virou-se para o balcão do bar, pegou uma garrafa de cerveja e trouxe para Nina.

Ele viu aquelas pessoas dando sorrisos maliciosos e apontando na direção dele.

Mas fingiu não ver nada. Elas eram conhecidas por terem hábitos estranhos, de forma que ninguém queria provocá-las porque seria muito difícil se livrar delas depois.

Então Ethan colocou a cerveja na mesa e se virou para voltar para o lugar dele.

Mas, nesse momento, o cara de piercing de repente o deteve, dizendo: "Pera aí! Ethan, você não acabou de falar que não era um garçom? Então por que trouxe cerveja pra gente? Haha, você é muito engraçado. Não passa de uma pessoa inferior, mas não quer admitir. Você acha que é uma vergonha servir a gente?"

"Haha, mas vai ter quer fazer isso, mesmo se não quiser." Nina acrescentou: "Porque você é pobre! Seu m*rda. Pareceu querer evitar a gente ali na entrada, como se algum de nós quisesse te ver. Quem você pensa que é?"

Ethan estava um pouco irritado. Ele ergueu as sobrancelhas e disse: "Eu já falei que não sou um garçom, vim aqui pra me divertir. Acreditem ou não, eu não tenho motivo pra mentir pra vocês".

Tentou sair de novo, mas antes que desse um passo, Nina se levantou de repente e deu um tapa nele. Ela cuspiu: "Seu animal, eu tô sendo educada demais com você né? Com quem você acha que tá falando, p*rra?"

O cara com piercing também se levantou, furioso, apontou para o nariz de Ethan e xingou: "Por que você não repete? É só um m*rda e sempre vai ser. Acha que vai mudar o mundo?"

O rosto de Ethan estava queimando. Se Nina não fosse uma mulher, ele teria devolvido o tapa no mesmo instante.

Olhou feio para a garota, mas ela não o levou nem um pouco a sério. Apenas continuou zombando: "Você não tá convencido? Para de querer manter as aparências! Como ousa vir aqui sem ter medo de ser ridicularizado? Esse é o Queen Bar e, olha, esse copo de cerveja que eu tô segurando custa mais de 100 dólares. Você poderia pagar por algo assim?"

"Até parece, ele não conseguiria pagar agora e nem se juntasse dinheiro a vida inteira. Hahaha..." O cara com piercing o ridicularizou, depois encheu um copo de cerveja, cuspiu dentro e o entregou para Ethan. "Vai, vou te dar uma chance. Bebe. Depois de beber esse copo, você vai poder contar vantagem pro resto da sua vida. Isso aqui é cerveja preta alemã, uma garrafa custa centenas de dólares, haha..."

Todos em volta dele começaram a rir. Julgavam Ethan com os olhares e sorriam com cada vez mais arrogância.

Ele ficou triste olhando para aquelas pessoas. Não entendia por que agiam desse jeito. Eles eram superiores aos outros só porque as famílias deles tinham dinheiro?

Talvez era por isso que o ridicularizavam no passado. Mas agora, Ethan sentia que essas pessoas eram só ignorantes e incorrigíveis.

De repente, uma voz os interrompeu, dizendo: "Olá, o seu vinho está pronto. Devo abri-lo para o senhor agora?"

Todos pararam de rir de repente. Olharam na direção da voz e viram um homem de meia-idade, que usava um terno e estava de pé ao lado de Ethan. Sorrindo, ele olhava para todos.

Era óbvio que o homem não era um garçom, mas sim o gerente do bar. Na bandeja, havia uma garrafa de vinho tinto e duas taças.

De primeira, ninguém o levou a sério. Mas no momento em que o cara de piercing viu a marca do vinho tinto, não acreditou.

"Isso aí... é Romanee-Conti?" O rapaz com piercing arregalou os olhos, surpreso. "Essa garrafa vale mais de sessenta mil dólares. Quem... Quem pediu ela?"

As palavras do gerente caíram como uma bomba em cima daquelas pessoas. Tanto o cara de piercing quanto Nina estavam com caras horríveis, tamanho o choque. Os corações deles estavam batendo forte como um martelo, e não iriam se acalmar tão cedo.

"O quê? Como assim??" O cara com piercing demorou muito para ficar mais calmo. Ele parecia estar atordoado, não conseguia nem esconder a inveja. Perguntou ao gerente: "Cara, você tem certeza que foi ele? Esse aí é um pobretão. Como ele poderia ter pedido um Romanee-Conti? Você deve ter errado a pessoa. É um vinho tão bom, não deixa esse idiota desperdiçar ele!"

Nina, que havia acabado de voltar a si, apressou-se para concordar e acrescentou: "É isso mesmo. Eu conheço esse cara. É tão pobre que não consegue nem viver direito. Você acha que ele conseguiria comprar uma garrafa de vinho tinto que vale dezenas de milhares de dólares? Você deve ter se enganado, te digo com muita gentileza".

Quando os outros ouviram isso, também assentiram.

Enfim, para eles, era impossível que Ethan pudesse pagar por um vinho tinto de dezenas de milhares de dólares, a menos que agora o Sol nascesse no oeste.

Com medo de desastres terríveis, essas pessoas se esforçavam para negar a realidade.

Todavia, quanto mais se comportavam assim, mais óbvio se tornava o desprezo no rosto do gerente.

"Eu não preciso da sua gentileza." Com uma expressão sombria, o gerente continuou: "Mas e vocês, não estão sendo esnobes?"

Ele olhou com respeito para Ethan e pensou, sorrindo: "Vocês não poderiam estar sendo mais ridículos. Sabem com quem estão falando? Como ousam menosprezá-lo assim?"

Depois de entregar o vinho para Ethan, curvou-se outra vez e saiu. "Por favor, divirta-se."

Tudo o que havia acabado de acontecer deixou Nina e os outros pasmos. Eles estavam extremamente pálidos, como se tivessem comido baratas. Estavam não só chocados, mas também com muita inveja.

O cara de piercing cerrou os punhos com força. Nunca tinha bebido um vinho tão caro antes, mesmo que a família dele fosse tão rica. Como esse pé-rapado pediu um Romanee-Conti?

O rosto de Nina estava ainda mais vermelho do que o do jovem, e as unhas dela estavam quase cravadas na pele. Mesmo que nunca tivesse brigado com Ethan no passado, ela o odiava com todas as forças nesse momento.

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