Nesse momento, eles não tinham nada a dizer. Ethan Humphrey virou-se, mas hora que ia sair, foi impedido por Nina Green.
"Ethan, como você conseguiu tanto dinheiro?" Nina perguntou no tom de um policial falando com um criminoso.
"Não é da sua conta", respondeu Ethan com frieza. "O dinheiro é meu."
"O dinheiro é seu? As pessoas na sua família tavam quase virando sem-tetos. Onde você arrumaria mais de cinquenta mil dólares?" Bufou Nina. "Você roubou? É melhor ser honesto, senão vou chamar a polícia!"
Ethan ainda achava que o lugar onde ele arrumou o dinheiro não era da conta dela, independente de ter sido roubado ou não.
Olhou para Nina com desdém e falou, sério: "Vou dizer pela última vez. Isso é problema meu, e não tem nada a ver com você".
"Quem disse que é problema seu? Você é meu colega de classe. Se cometer um crime, isso vai afetar a classe toda. Seu desgraçado, seria melhor se você fosse pra cadeira, aí iria aprender! Você é tão idiota, deve ter roubado o dinheiro! Seu c*zão!"
Depois de insultá-lo, Nina voltou a se sentir satisfeita consigo mesma.
"Cuidado com o jeito que fala comigo, senão eu vou me defender!" Ethan fulminou-a com o olhar. Mesmo sendo uma pessoa muito gentil e paciente, ele não permitiria que os outros o humilhassem assim.
Vendo que ele estava com raiva, Nina pareceu ficar mais animada. Ela desdenhou: "O que você vai fazer comigo se eu não parar? Filho da p*ta, perdedor de m*rda, ladrão, babaca. E aí, vai fazer o quê? Hunf, quem você pensa que é? Acha que pode me ameaçar?"
"Sua..." Ethan corou de raiva. No momento em que ia dizer algo, alguém entrou na frente dele e foi direto na direção de Nina, levantou a mão e deu um tapa na cara da garota.
Pá!
"Ai..." Nina deu um grito e caiu de bunda na cadeira. Uma marca vermelha apareceu no rosto dela, delineando perfeitamente a mão que a atingiu.
"É melhor você calar a boca. Se ousar ser mal-educada de novo, prometo que vou te deixar muda pra sempre!" Maggie franziu a testa e olhou com frieza para Nina e para os outros.
Em um primeiro momento, eles ficaram atordoados. Depois de recuperar os sentidos, Nina levantou-se sem fazer cerimônias, e rosnou como uma tigresa: "Quem é você, sua p*ta? Como se atreve a me bater? Sabe quem eu sou? Meu pai é o Abbot Green, o dono do Restaurante Templar. Pode acreditar que, se eu falar pra ele que você me bateu, você vai ter uma morte miserável".
"É isso aí. Quem diabos é você? Por que bateu nela? A gente nem te conhece, é melhor pedir desculpa!" Ecoou o rapaz de piercing. "Você tem noção de quem você ofendeu? A gente tava dando uma lição nesse otário que roubou dinheiro. Isso não é da sua conta".
Isso era pra ser uma ameaça?
Todavia, para Maggie, esse tipo de ameaça era infantil e ridículo.
Ela era a diretora da Família Norman na cidade de Buckeye. Se uma ameaça dessas a assustasse, todo mundo iria rir da cara dela quando ficassem sabendo.
"Ah, a filha do dono de um restaurante ousa ser tão arrogante? Já que seus pais não te educaram direito, deixa que eu faço isso", bufou Maggie, e então começou a digitar um número no celular.
Ela não tinha dúvida de que, no momento em que ligasse para esse número, não só Nina e o cara com piercing, mas também os pais e as famílias inteiras dos dois seriam destruídos em um piscar de olhos.
Talvez as famílias deles até tivessem se estabelecido bem na cidade de Buckeye, mas, comparadas à família Norman, esse tipo de pequeno negócio era tão insignificante quanto poeira. Elas seriam destruídas se os Norman erguessem um único dedo.
Contudo, Nina e o cara de piercing não faziam ideia disso. Para eles, Ethan ainda era pobre, e a mulher que apareceu do nada era simplesmente uma louca.
Antes que Maggie pudesse fazer a ligação, uma mão a deteve; era Ethan. Ele balançou a cabeça e pediu: "Esquece, deixa eles pra lá".
Maggie ficou chocada por um instante e não conseguiu acreditar. Essas pessoas insultaram Ethan até demais, mas ele não queria revidar.
"Eles acabaram de..." mas o homem a interrompeu.
"Não quero fazer tempestade em copo d'água. Deixa isso pra lá", insistiu Ethan com calma.
Ele tinha certeza de que se Maggie cuidasse desse assunto, considerando o poder da família Norman, não havia dúvida de que toda a família de Nina estaria acabada. Não era o que Ethan queria, mesmo tendo levado um tapa dela.
Já que era o desejo dele, Maggie teve que desistir. Ela suspirou e disse contra a própria vontade: "Vocês têm sorte. Se isso acontecer de novo, prometo que vou fazer vocês se arrependerem pro resto das suas vidas!"
O tom de Maggie era confiante pois, de fato, não estava mentindo. Como diretora da família Norman em Buckeye, ela se mantinha firme nas próprias decisões.
Mas Nina não sabia disso, então quando viu que Maggie estava indo embora, zombou: "Ei, ei, ei, já vai embora? Vamos lá, encontra alguém pra me matar! Não me venha com essa atitude. Quem é você na fila do pão? Se ousar encostar um dedo em mim, meu pai vai quebrar suas pernas!"
Maggie lançou um olhar frio a Nina. De repente, arrependeu-se de dar ouvidos a Ethan. Esse tipo de pessoa, que não preza a segunda chance que recebe, não merece viver nesse mundo.
"Haha, então tá, vamos ver o quanto o seu pai é poderoso", Maggie sorriu com desprezo e tocou na tela do celular. Com isso, a mensagem de texto foi enviada.
"Eles sempre te trataram assim no campus?" Maggie balançou a cabeça e mudou de assunto. "Você é muito diferente, jovem mestre Ethan."
Ele negou na mesma hora. Estava preocupado que, se respondesse "sim", Maggie causaria mais problemas depois. Afinal, eram todos colegas de classe. Se alguém acabasse morrendo por causa dele, é bem provável que Ethan se sentiria culpado pelo resto de sua vida.
"Bom, vou levar você de volta ao campus." Maggie sorriu para Ethan, pegou a chave do carro e apertou o botão. De repente, um Mercedes-Benz G500 branco puro que estava perto do bar fez um barulho.
"Esse é o carro que você dirige?" Ethan parecia um pouco surpreso quando viu o carro. Apesar de não saber o preço exato, já havia ouvido dizer que custava mais de um milhão de dólares, e Maggie aparentava ser somente alguns anos mais velha do que ele.
"Você gostou?" Maggie já sabia a resposta só pelo olhar do jovem. Ela sorriu e disse: "Se o jovem mestre Ethan gostou, posso dar a você".
Ele prontamente balançou a cabeça. Claro, ele tinha gostado do carro, mas não se atrevia a aceitar algo tão valioso.
"Eu... ainda não tenho carteira de motorista." Sem jeito, Ethan coçou a cabeça e entrou no veículo.
Maggie não disse muito. Se Ethan tivesse dito que sim, ela não hesitaria em dar o automóvel a ele.
No fim das contas, comparada a agradar o filho de Eric, uma Mercedes-Benz G não era nada.
Poucos minutos depois, no portão da Universidade de Buckeye, Ethan desceu do carro e agradeceu: "Obrigado por me trazer de volta".
Maggie sorriu, mas não respondeu. Aproveitou para passar o número do celular dela para ele e o lembrou: "Sinta-se à vontade para me ligar a qualquer hora".
Ethan assentiu e se virou para entrar no campus. Maggie deu partida no veículo e saiu devagar.
Neste momento, uma BMW X1 entrou devagar no campus. Eram Chad e Tina, que voltaram depois de se divertirem.
Chad estava olhando para a Mercedes-Benz G que havia acabado de sair. Ficou surpreso e se perguntou quem seria o dono daquele carro. Comparado à sua BMW X1, o Mercedes-Benz G era muito mais caro.
Tina, que estava sentada no banco de passageiro, de repente avistou Ethan indo em direção ao dormitório e gritou, surpresa: "Querido, não é aquele idiota do Ethan?"
Chad voltou a si. Ele olhou para o outro lado e viu o jovem. Com um sorriso brincalhão no rosto, ele enfiou o pé no acelerador, e a BMW começou a ir na direção de Ethan, rápida como um raio...

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