Lílian franziu os lábios e resmungou a contragosto:
— Pra que gritar? Eu não disse que não ia assinar.
Vendo que ambos haviam assinado, Crystal agora só precisava esperar pelo sábado, o dia da cirurgia de seu irmão.
Nos dias que se seguiram, Crystal ficou direto no hospital.
Faltavam apenas dois dias para o fim de semana. Por sorte, Gilson estava em uma viagem de negócios, então ela não precisaria cozinhar para ele e, melhor ainda, não precisaria pedir licença.
-
*Cardiologia do Hospital*
— Vovó, como você foi descuidada! Quase me matou de susto — disse Grace, fazendo uma careta manhosamente para a idosa.
Se Crystal estivesse ali, certamente a reconheceria como a senhora que havia salvado dias antes.
A avó Portela sorriu.
— Hehe, mas agora estou bem. Tive a sorte de uma moça me salvar naquele dia. Se não fosse por ela, talvez eu nem estivesse aqui para ver vocês hoje.
Tanto a Família Lopes quanto a Família Portela eram duas grandes potências entre as famílias de elite. Sozinhas, talvez não impressionassem tanto, mas, unidas, até mesmo a Família Franco precisava tratá-las com certa cautela.
Grace não demorou muito e, depois que saiu, a velha senhora ficou pensativa.
— Fabiana — disse a senhora à sua cuidadora particular —, aquela moça que me salvou hoje se parece tanto com a Teresa quando era jovem.
A semelhança era tanta que a idosa chegou a pensar que fora sua própria filha quem a salvara.
Teresa Portela era a mãe de Grace e havia falecido precocemente durante o parto.
Grace tinha dois irmãos mais velhos, e era por isso que era tão mimada.
Toda a Família Lopes, de cima a baixo, tinha um carinho imenso pela neta.
A cuidadora, Fabiana, sorriu.
— Senhora, as pessoas se parecem. Quem sabe não era a sua filha que voltou para lhe ver?
A velha senhora sorriu em silêncio, tratando o comentário como uma simples brincadeira.
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A cirurgia de sábado não deixava apenas Crystal nervosa; a tensão de Lílian não era menor.

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