No sonho, o rosto pálido da senhora agarrava seu pescoço, questionando.
— Por que você trocou a minha filha?
Lílian não conseguia respirar, seu rosto ficou vermelho e o pânico tomou conta dela.
Ela gritou e acordou do sonho, tão alto que o filho no quarto ao lado ouviu.
Fábio, de pijama, apareceu com uma expressão preocupada.
— Mãe, você está bem?
Lílian estava coberta de suor, ofegante.
Depois de um tempo, ela respirou fundo.
— Estou bem, filho. Foi só um pesadelo.
— Volte a dormir. Desculpe por te acordar, Fábio.
Fábio franziu a testa.
— Quer ir ao hospital, mãe?
— Não!
O lugar que Lílian mais odiava na vida era o hospital.
Ela havia roubado a filha da Família Lopes, e parecia que o céu a estava punindo fazendo seu filho ter leucemia.
Um tormento que já durava dezessete anos.
Lílian não queria nunca mais pisar em um hospital.
— Fábio, vá dormir. Amanhã você tem lição de casa para fazer. A mãe está bem, não se preocupe.
Fábio voltou para o quarto, desconfiado, pensativo.
Quando entrou, pareceu ouvir a mãe murmurando repetidamente:
— Me desculpe, senhora, não me culpe, não foi de propósito.
Ele franziu o cenho.
A quem sua mãe estava pedindo desculpas?
-
Gilson recebeu a notícia de que Carlos esteve brevemente em Cidade Sol, mas partiu novamente menos de três dias depois.
— Diretor Franco, quando seguimos a pista, ele já tinha desaparecido. A última vez que foi visto foi no aeroporto de Cidade Costa.
Gilson não se esqueceu da tentativa de sequestro planejada por ele.
— Investiguem! Quero ele vivo ou morto.
Mesmo que fosse difícil, Gilson estava disposto a revirar o mundo para encontrá-lo.
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Crystal acordou bem cedo e passou uma hora cuidando da pele antes de sair.
Era o dia que Gilson havia marcado para as fotos do casamento.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Floresci das Cinzas
Excelente!!...