Fórmula do Amor capítulo 27

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(Ricardo)

Já tem quinze dias que estou namorando a Mia, eu gosto da companhia dela, ela é sempre muito agradável, não tivemos relação, quando eu tento fazer algo para isso acontecer ela me barra, isso está me deixando um pouco frustrado. Ela não é mais uma adolescente que tem sua virgindade intacta, ela já é mãe, será que não estou sabendo abordar da maneira certa? O dia que eu encontrei ela com o Cristian eu acabei perdendo um pouco o controle, eu não sou possessivo, mais não gostei da forma que ele olhou para ela, um homem conhece quando outro está afim da sua namorada.

Alguém bate na porta.

—Entre. Falo olhando alguns papéis na minha mesa.

—Doutor Ricardo, tem uma paciente esperando ser atendida, ela disse que marcou com o senhor. Hoje estou no hospital, mudei meus horários, agora fico dois dias na clínica e os outros dias no hospital, olho no meu relógio de pulso, marca doze horas, depois dessa vou algum restaurante almoçar.

—Não me lembro de ter marcado com alguém, mais pode mandar ela entrar. Falo colocando os papéis na mesa novamente.

A porta é aberta, mesmo sem olhar para a pessoa eu conheço esse perfume.

—Estava com saudade?

Olho para a mulher que está com um sorriso no rosto.

—O que faz aqui?

Pergunto cruzando os braços.

—Vim ver meu ex marido. Isadora fala fechando a porta.

—E sua filha, você já foi ver ela?

Pergunto arqueado uma sobrancelha.

—Isso não vem ao caso.

Ela fala e se aproxima de mim.

—O que está fazendo?

Pergunto.

Ela vem para traz de mim, e começa a massagear minhas costas, eu queria sair mais não consegui, suas mãos tocando meu corpo, ascendeu algo que a muito tempo estava apagado.

—Onde está seu marido?

—Nós nos separamos na viagem. Ela fala e continua a massagear meus ombros.

—Sério? Por que?

—Por que ele é gay, e eu percebi que ainda amo você. Ela roda minha cadeira me fazendo ficar de frente para ela.

—Não brinca comigo assim Isadora. Falo me ajeitando na cadeira.

—Você sabe que eu ainda amo você. Ela fala e senta em meu colo, não resistir e tomei seus lábios em um beijo.

Eu queria mais que aquilo, quero poder sentir ela novamente em meus braços.

(Mia)

Hoje sai mais cedo um pouco da casa do Cris, está fazendo quinze dias que eu estou namorando com o Ricardo, eu não estou muito animada com o relacionamento, dês do dia que ele ágil daquela forma na escola, algo em mim diz que isso não vai dar certo, de toda forma vou passar lá para ver como ele está, faz dois dias que não nós vemos, ele está com uma carga horária bem pesada esses dias, já estou perto do hospital, ele disse que hoje estaria trabalhando aqui e amanhã ele irá para a clínica.

Desço do carro e adentro o local, a secretaria dele olha para mim.

—Eu vou ver o Ricardo. Antes que ela fala algo entro na sala.

Me surpreendo quando vejo uma mulher sentada em seu colo, os dois estão aos beijos, e não parece ser aquela cena de filme que um dos dois está sendo forçado. De certa forma me senti aliviada por ver aquilo, a cena se repete mais uma vez na minha cabeça, acho que é uma sina minha.

—Atrapalho?

Ele empurra a mulher do seu colo rapidamente.

—Mia, eu posso explicar, ela... ela. Ricardo tenta se explicar.

—Eu o que Ricardo, e quem é essa mulher?

Ela pergunta arrumando a roupa.

—Meu amor me deixe explicar...

O Interrompo.

—Por favor Ricardo, não se der ao trabalho de fazer isso, pela semelhança ela é sua ex esposa, então eu já entendi o que estava acontecendo, eu desejo que vocês seja feliz, e por favor não me procura. Falo e saio da sua sala.

—Mia, espera por favor. Ouço ele falar vindo atrás de mim.

—Ricardo, olha eu sei que você ama ela, dava para ver só de ver você falando dela, não deixa essa oportunidade passar. Falo olhando para ele.

—Você gosta dele não é mesmo?

—Dele quem Ricardo?

—Do Cristian, eu percebi como ele olha para você e você olhou para ele aquele dia. Ele fala

—Não, eu não gosto dele, e sabe por que? Por que é a segunda vez que eu pego um namorado com outra, e eu não quero mas passar por isso, e independente de qualquer sentimento que eu tenha por ele, eu não consigo mais passar por isso que acabei de passar. Depois de duas traições assim eu não posso passar por isso novamente.

—Mia, me desculpe por favor, foi mais forte do que eu. Ele fala passando a mão na cabeça.

—Tudo bem Ricardo, isso vai passar com o tempo. Falo e vou até meu carro, entro e dou partida, nossa mais um chifre para a coleção.

Chego em casa e a Lília não está, hoje o Taylor ia fazer um passeio com a turma da escola no zoológico, só chega mais tarde, pego o celular e olho repetidas vezes para a tela. Dane-se, disco o número e não demora muito para atender.

—Mia?

—Aquele passeio ainda está de pé?

—Claro que sim, basta você marcar.

—O que acha de agora?

—Agora, claro, você vem ou eu vou aí te buscar?

—Eu... pode ser você, vou me arrumar.

—Já estou indo.

—Tá bom, até mais...

—Até.

Tomo um banho rápido, visto uma calça jeans e uma blusa também jeans, calço uma sapatilha e passo perfume, me olho no espelho e não sei por que mais estou sentindo um frio na barriga, estou me sentindo na adolescência, quando eu via o garoto que eu gostava.

Ligo para a Lili e pergunto se ela pode pegar o Tay para mim, ela fala que pode então desço as escadas, a campanhia toca, minhas mãos estão frias.

—Calma Mia. Respiro fundo e vou abrir a porta.

—Oi. Ele fala assim que abro a porta.

—Olá. Ele sorrir de lado.

—Entra. Falo abrindo espaço para ele entrar.

—Onde está o Taylor?

Ele pergunta olhando para a cozinha.

em um passeio da escola, hoje é só nós dois. Que porcaria eu estou falando, ele vai pensar que eu e

—Tudo bem, ele pode ir novamente outro dia. Ele fala e olha para mim.

—Estou pronta, se quiser ir agora. Tento amenizar o clima que ficou.

—Vamos sim. Cristian sai da minha casa e eu saio logo em seguida, fecho a porta enquanto ele entra no carro e abre a porta do passageiro para mim.

Entro no carro e ponho o sinto de segurança, Cris olha para mim e faz o mesmo com um sorriso de lado.

—O quê? Eu preservo minha segurança. Falo e ele sorrir.

Cris liga o som do carro, está passando uma música do Henrique e Juliano.

(Acordo)

—Eu fiquei feliz que me ligou. Ele fala olhando para mim.

—Eu também. Falo sem graça.

—O Ricardo não vai...

O interrompo.

—Não ele não... quer dizer, nós não estamos mais juntos. Cris abre o sorriso ainda mais, ele põe o dorso da mão em frente a boca e depois mordo o dedo levemente.

Virei o rosto para o outro lado e involuntário sorrio

—E a Carol? Ela sabe que veio aqui comigo?

e ela não temos nada. Ele fala e olha para mim.

—Não?

—Não. Ele olha para mim e depois para a estrada. —Chegamos. Ele diz estacionando o carro.

um pouco nervosa, nunca andei de moto. Falo apertando as

—Promete que você vai gostar. Ele diz e segura minha mão, olho a mão do Cris encima da minha, uma sensação diferente toma conta de mim.

—Ok, estou pronta. Digo abrindo a porta do carro.

desce e vem até onde estou.

—Vamos lá. Ele fala sorrindo.

garagem, ele tira a lona de cima da moto e me entrega um dos

eu te ajudar. Ele fala depois que tento e não consigo colocar travar

ele me ajudando, Cris tem os olhos castanho escuro, a barba está por fazer, os olhos dele recai sobre os meus, ficamos alguns segundos apenas

—Prontinho. Cris fala se afastando.

—Obrigada.

sobe na moto e põe o

eu te ajudo. Ele estende a mão para mim, seguro sua mão e subo na moto também.

da partida na moto, saímos da garagem, seguro em sua cintura, ele começa a acelerar, confesso que estou com um pouco de medo, em toda a minha vida eu nunca andei de moto, isso para mim é

—Está tudo bem?

diminuindo um pouco a

bem. Grito para que

da uma volta por toda a pista e para minha surpresa quando eu pensei que ele fosse parar, Cris sai da pista e pega a

—Para onde vamos?

Pergunto alto.

uma surpresa. Ele fala acelerando mais a

sua cintura com mais força. É uma experiência nova, mais eu gostei muito, Cris pega uma estrada

—Chegamos. Ele fala parando a moto.

moto e olho ao redor, é uma vista muito bonita, dá para ver a cidade toda

é muito bonito. Falo olhando

eu vim aqui mais o Léo, quando ele precisa espairecer. Ele fala olhando para

—Vocês são muito próximos não é?

Pergunto e ele sorrir.

Léo é meu irmão de coração, ele fez coisas por mim que meu pai nunca fez. Viro ficando de frente

—E a Lúcia?

Lúcia é minha mãe de coração, ela me tirou da rua, me criou e me deu amor, ela ocupa maior parte do meu coração. Cristian olha para

muito bonito o amor que você tem por ela, minha família não é um exemplo de amor, e depois de ver você a Lúcia e o Léo eu percebi que não precisa ser família para amar de verdade. Falo e volto a olhar a paisagem, Cris se encosta na moto e cruza

me espancou, eu fugi de casa os dias que fiquei na rua era o Léo que me dava comida, depois a Lúcia me achou e eu fui para casa dela, seu filho tinha morrido a pouco mais de dois anos, vítima de bala perdida. Cris fala e me aproximo

seu pai era um verdadeiro filho da puta. Falo e