Fórmula do Amor romance Capítulo 64

   Ver o quanto ele ficou arrasado aos saber da morte do pai, me deixou ainda pior, por mais que ele me fale que não sente raiva de mim, eu me sinto culpada, eu afastei os dias, eu fui a única culpada dos dois não terem se conhecido.

—Vamos Mia?

Lili fala pondo a mão em meu ombro.

—Vamos amiga!

Seguimos para o elevador do hospital, o corpo dele será levado para Madri, lá terá uma homenagem dos times da cidade e outra do time que ele jogava antes de vim para cá. Todos querem se despedir dele, Taylor não se manifestou muito depois de eu ter lhe dado a notícia, acho que ele já tinha se acostumado com a ideia de ter o pai por perto, infelizmente isso foi tirado dele de uma forma muito dolorosa.

—Não fica assim amiga, coloca na sua cabeça que a culpa não foi sua, isso fará mal para o bebê, está carregando um fardo muito pesado. Lili fala me olhando.

—Eu estou tentando, mais está difícil me convencer do contrário. Falo e finalmente chegamos no estacionamento.

—Calma amiga, ele mesmo sabia que você só estava magoada, e ele te perdoou, não carregue esse fardo atoa. Ela fala e entramos no carro.

—Eu acho que vou precisar de umas sessão de terapia. Falo e ela sorrir.

Seguimos para a casa do Cris, provavelmente depois de todo esse luto que vamos encarar por alguns dias, eu vou mudar para a casa do Cris, ele quer por tudo planejar logo o quarto do bebê, até já falou de fazer uma área só de brinquedos para o bebê, ainda nem sabemos o sexo e ele já quer montar até um quarto de brinquedos.

O caminho foi silencioso, não estava muito no clima de conversa. Chegamos na casa do Cris e fui a primeira a descer, estava exausta, só queria esquecer todo esse dia, e poder tirar a dor que meu filho está sentindo ao perder o pai.

—Oi meu amor, como você está?

Cris pergunta assim que entro em casa.

—Cansada, e você? Não deveria está no seu treino hoje?

Pergunto.

—Eu não iria deixar vocês dois sozinhos, Taylor foi tomar  banho, e eu preciso falar com você a sós!

Concordo com a cabeça e subimos para o quarto dele, na verdade é nosso, porém eu ainda não acostumei com isso.

—Eu quis saber sua opinião antes de anunciar qualquer coisa, eu comprei três passagens para Madri, poderemos ir para o sepultamento dele. Cris fala e não consigo falar nada, apenas chorar.

Abraço ele e deixo a dor da perca me tomar, não estou assim por ter sentimentos de amor por ele, por que esse sentimento já acabou, mais o sentimento de gratidão por ter me dado o Taylor, o sentimento de arrependimento de ter tirado nosso filho dele, sem ao menos ele saber.

—Obrigada meu amor, por ser esse cara tão especial, tão companheiro. Falo e ele beija meus lábios.

—Vamos falar com o Taylor? Acho que será bom para ele conhecer toda a família. Ele fala e concordo com a cabeça.

Saímos do nosso quarto e fomos até o de Taylor, Cris bate na porta e ele fala para entra.

—Taylor, precisamos conversar com você!

Cris fala sentando na cama dele.

—Eu fiz algo de errado?

Ele pergunta aparentemente triste, como dói meu coração ver meu filho nesse sofrimento.

—Claro que não meu amor, você é maravilhoso. Falo sentindo minha garganta trancar. —Cris comprou três passagem para Madri, você quer ir se despedir do seu pai?

Pergunto e ele abre os olhos em surpresa.

—Nós podemos ir?

Pergunta.

—Sim, você quer ir ver ele por a última vez, conhecer mais a fundo a história dele?

Pergunto.

—Sim mamãe, obrigado!

Abraçamos ele de lado, Cris com toda certeza faz papel de pai do meu filho, apesar do nosso começo ter sido bem conturbado, ao longos dos meses eu fui conhecendo ele mais a fundo, e percebi o quanto esse homem é importante na minha vida.

(...)

—As malas já estão no carro, vocês estão prontos?

Cris pergunta e confirmamos com a cabeça.

Eu liguei para a mãe de Bryan e informei que estávamos de viagem para Madri, eles já estão embarcando em um jato particular que a ex seleção dele mandou, a mãe dele por mais triste que esteja ficou animada em levar o neto nos lugares que o filho tanto amava.

—Como você está se sentindo?

—Estou bem, tive que adiar minha consulta para quando chegarmos. Falo

—Quando chegarmos lá, o que você acha de fazer uma ultrassom para saber como nosso bebê está?

Cris sempre tão preocupado, nem parece que foi ele que quase morreu duas vezes.

—Acho uma ótima ideia. Falo e ele sorrir.

—Então vamos!

Entramos todos no carro, hoje o motorista dele vai nos levar até o aeroporto, ele trata o carro de volta para casa.

Meu celular toca e vejo o nome da Lili.

—Oi amiga, vou sentir sua falta.

—Eu não vou morar lá não.

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