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Fugi com o bebê do herdeiro falso romance Capítulo 33

— Sophia, o parque fica muito longe. — Natanael se abaixou, apoiando o braço direito amputado no joelho. — Sua mãe vai ficar preocupada se voltar e não te encontrar.

Essa história de ir ao parque.

Tinha sido uma promessa de Nívea.

Mas a empresa a chamou para entregar uns documentos.

Sophia mordeu o lábio inferior e apertou a barra do vestido com as mãos.

Seus olhos grandes piscaram, cheios de expectativa e ideias: — Então vamos no parque menorzinho? É perto.

Ela apontou para um grande shopping não muito longe dali. — Prometo que só vou brincar um pouco! Depois volto direto para casa.

Natanael ficou a encarando por alguns segundos.

A criança estava estranhamente insistente hoje, pedindo para sair o tempo todo.

— Uma hora. — Ele finalmente cedeu, estendendo o dedo mindinho esquerdo. — Promete?

Os olhos de Sophia brilharam e ela cruzou o dedo com o dele rapidamente: — Prometo! O Tio Natanael é o melhor!

Ela correu pulando para frente, seu vestido vermelho parecendo uma flor desabrochando sob o sol.

Natanael a seguiu em silêncio.

Seu olhar varreu os arredores com atenção.

...

O parquinho infantil interno era colorido e as áreas da piscina de bolinhas e da areia colorida estavam cheias de crianças brincando.

Sophia tirou os sapatos e estava concentrada em fazer um castelo na área de areia colorida, com uma expressão séria no rosto.

Natanael sentou-se em um banco do lado de fora, segurando o celular na mão esquerda.

Ele tinha enviado a localização para Nívea e ela disse que viria em breve. Ele trocou de tela, abriu a câmera e pensou em tirar algumas fotos de Sophia.

De repente, sentiu uma presença opressiva atrás dele.

Natanael sentiu olhos o observando pelas costas. Ele se virou instintivamente e encontrou um par de olhos escuros.

Gerson olhava para ele de cima a baixo, vestindo um terno impecável, com uma postura fria e elegante, totalmente fora de sintonia com aquele ambiente infantil.

A reunião havia acabado e eles vieram comer por ali.

Ele não esperava encontrar o homem que morava no andar de baixo de Nívea.

Seus olhares se cruzaram.

Natanael conhecia o passado amoroso de Nívea. Há dois anos, Sophia teve febre alta e foi internada.

Nívea estava muito ansiosa, perdeu o controle emocional, chorou copiosamente na frente dele e revelou tudo o que passou em Riviera.

Sendo enganada, um término repentino, cárcere, a perna quebrada, a fuga...

Em meio a tudo isso, Sophia foi crescendo aos poucos e de forma obstinada, e entrou em sua vida.

Os nervos tensos de Gerson relaxaram um pouco, mas ele franziu a testa logo em seguida.

Ele analisou Natanael.

Jovem, alto, de boa aparência, mas sem o braço direito, com roupas comuns e parecia ter uma condição financeira média.

Como Nívea pôde escolher alguém assim?

Ela merecia uma vida melhor do que criar uma criança que não era dela com um deficiente físico.

Não era por discriminação.

Mas, do ponto de vista de Nívea, ou mesmo pensando num casamento, aquele homem não era uma boa escolha.

— Tá olhando o quê? Tô te perguntando. — A voz de Natanael ficou ainda mais fria.

— Amigo dela. — Gerson respondeu.

— Amigo? — Natanael também o analisou de volta. — A Nívea e eu moramos na Vila das Tulipas há quatro anos e ela nunca me falou de você.

Quatro anos?

Quatro anos. Mais do que os três anos deles.

Seu peito ficou apertado e ele estava prestes a mudar de assunto para perguntar outras coisas.

O celular de Natanael tocou de repente, avisando de uma mensagem.

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