Nívea hesitou e afastou-se dele imediatamente.
— Dr. Arthur, você poderia dar uma olhada na Sophia. — Nívea viu a filha ficar vermelha de dor e aquilo partia seu coração.
Arthur logo disse: — Venham.
Nívea segurou Sophia com força contra si e seguiu Arthur para um outro consultório.
A Diretora Helena correu atrás deles.
Gerson olhava Nívea correndo de costas, olhou de volta e viu toda aquela desgraça diante de si.
— Sr. Camargo! — Ele o repreendeu com um tom frio.
Uma postura imponente, assustando a todos.
O lugar inteiro se calou.
O Sr. Camargo e sua esposa se viraram devagar, e tudo que encontravam era Gerson com um olhar negro.
— Puxa vida, CEO Valente, desculpe fazê-lo rir da gente.
O Sr. Camargo pegou no braço do menino correndo e foi até Gerson.
— Venha dar uma olhada. Olhe a cor que deixaram o braço do meu filho.
Logo que acabou a fala, virou para olhar Natanael de novo: — Já vou te falar uma coisa, este daqui é o CEO Valente. Se um dia você quiser fazer confusão na Vila das Tulipas ou em Serra Doce, é melhor pedir desculpas pra minha família na maior sinceridade possível.
Gerson sentiu nojo daquele cara: — E quem sou eu tem a ver com você?
O Sr. Camargo ficou branco e soltou uma desculpa: — CEO Valente, o pai de nosso superior foi subordinado do seu avô. Até o nosso superior já me falou tudo.
— Então, o que tem a ver com você? — Gerson perguntava novamente com uma expressão mais irritada ainda.
O Sr. Camargo sentia seu sangue gelar pelas costas.
Sorriu encabulado: — Não somos conhecidos e tals, eu achei que...
— A Nívea é minha amiga. — Gerson disse.
Foram essas cinco palavras.
O ar ao redor congelou na mesma hora.
— A Nívea é... — O Sr. Camargo ainda não estava acreditando.
— A Nívea era aquela moça ali. — A mãe do menino fez uma cara confusa e falou baixo para o marido ouvir.
O quê?
Amiga?

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