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Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle romance Capítulo 12

Na verdade, Júlia não tinha nenhum outro motivo para voltar para casa além de pegar o Bolinha.

Isabela ainda se lembrava do Bolinha e, ao vê-lo, fez menção de pegá-lo no colo. Inesperadamente, o cachorro, que estava relativamente quieto, começou a latir loucamente assim que viu alguém se aproximando. Em seguida, começou a tremer e se encolheu todo.

Isabela ficou bastante confusa: — O que aconteceu com ele?

— Está com medo das pessoas.

— Por quê?

— Ele foi gravemente maltratado antes. — Júlia não escondeu a verdade e contou tudo o que tinha visto no Condomínio Lago Esmeralda quando voltou.

Depois de ouvir tudo, Isabela começou a xingar: — O Lucas e a Valentina não terem humanidade já é esperado, mas eu não imaginava que aquela criaturinha também fosse um monstro.

Isabela queria pegar uma faca e ir até lá tirar satisfações, mas Júlia a impediu. A situação já estava caótica e cansativa demais. Ela e Isabela tinham acabado de se reencontrar, e ela não queria arrastá-la para mais confusão.

Como ela disse isso, Isabela não insistiu. Elas arrumaram as coisas do Bolinha e partiram direto.

A distância da casa de Júlia até o condomínio onde Isabela morava não era grande, mas a sensação era completamente diferente. Silencioso, elegante e pitoresco, era um famoso condomínio de luxo da região.

Isabela vinha de uma família muito boa, sendo a filha única do Grupo Rossi, de Nova Alvorada. A família operava no ramo imobiliário e, embora não pudesse se comparar ao nível do Grupo Campos, era uma presença de peso na alta sociedade de Nova Alvorada.

No entanto, ela não tinha o menor interesse em herdar os negócios da família e era apaixonada pela área de direito. Devido a isso, teve muitos desentendimentos com sua família. Portanto, nos últimos anos, não manteve muito contato com eles e vivia sozinha.

Hoje, o lugar para onde ela havia levado Júlia era justamente um dos condomínios residenciais de luxo sob o guarda-chuva do grupo de sua família.

Depois de passarem por várias verificações e portarias, as duas finalmente entraram em casa. A primeira coisa que Isabela fez foi fuçar na geladeira. Ela não entrava numa cozinha havia muitos anos, mas esta noite era diferente.

— Deixa que eu faço. — Depois de acomodar o Bolinha, Júlia também foi para a cozinha.

— Não precisa, eu consigo fazer sozinha.

— Então eu te ajudo a cortar os legumes?

— Realmente não precisa. Solte essa faca imediatamente.

— Então eu vou cozinhar.

— Também não precisa, fique longe do fogão.

— Não vou me arrepender.

— Então tá bom, eu te apoio.

— Você nem vai me perguntar o porquê?

Isabela deu uma risada fria: — Pelo que mais seria? Além do desgraçado do Lucas ter te traído, não pode haver outro motivo.

— Bela, você é muito inteligente. — Júlia não estava bêbada, mas naquele momento sentiu como se tivesse bebido demais. Senão, por que havia tanta água saindo de seus olhos? Se não fosse o vinho que acabara de beber, o que mais poderia ser?

— Ele não me ama. Ele nunca me amou. — Júlia sentiu que não conseguia mais controlar as lágrimas. Acontece que emoções, diante das pessoas mais próximas, são realmente incontroláveis.

Ela bebeu e desabafou, contando de uma só vez todas as coisas horríveis que o Lucas e a Valentina tinham feito.

Isabela escutou tudo em silêncio. Quando Júlia finalmente adormeceu chorando, a expressão de Isabela já não podia ser descrita apenas como péssima. Parecia pálida como cinzas, carregada de um ódio cortante.

Ela engoliu o vinho de uma vez e bateu a taça com força na mesa: — Eu vou assumir esse processo por você.

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