— Vovó, não precisa. — recusou Júlia de forma direta e, após se despedir da Vovó Eleonora, levantou-se e partiu. Durante todo o processo, nem sequer lançou um olhar para Lucas.
Depois de sair, ela estava prestes a pedir um carro pelo aplicativo quando o canto de seu olho percebeu alguém a seguindo; ao virar-se, notou que era Lucas. Ele segurava um cigarro entre os dedos, mas não fumava; a fumaça se espiralava no ar, destacando as suas feições bem definidas com ainda mais intensidade.
Com uma expressão vazia, Júlia desviou o olhar e continuou tocando no aplicativo para chamar um carro.
Inesperadamente, Lucas caminhou até ela:
— Entre no carro.
— Não é necessário.
Júlia virou-se para outra direção, ainda tentando solicitar o carro, mas infelizmente ninguém aceitava o pedido.
A Mansão Campos ficava longe do centro da cidade; quando veio para cá, ainda não era tão ruim, e pagando um adicional, alguém pegou a corrida. Mas agora, mesmo aumentando o valor seguidas vezes, ninguém aceitava. Na verdade, os carros nos arredores eram escassos.
— Você não estava fazendo um escândalo ainda há pouco exigindo que eu fosse te buscar? — Lucas deu uma risada fria de repente. — Júlia, ficar se fazendo de difícil muitas vezes perde o sentido.
Júlia simplesmente ignorou o que ele dissera. Exatamente naquele momento, o aplicativo mostrou que alguém aceitara a corrida, e ela estava prestes a atender ao telefone. Mas, no segundo seguinte, seu celular foi subitamente agarrado por Lucas, que desligou a chamada e o desligou; tudo em um movimento só.
Ele sempre costumava fazer isso com ela no passado; às vezes desligava seu computador de repente, em outras interrompia bruscamente suas ligações. Pior ainda, por causa dele, ela já teve que parar reuniões no meio do caminho.
Antes, quando o amava, ela achava que podia tolerar. Inclusive racionalizava pensando que a culpa não era dele, mas dela por não ter considerado as necessidades dele ou pensamentos absurdos desse tipo.
Mas agora que havia escapado daquela tal prisão do "amor", percebia o quão desrespeitosa aquela atitude era.
A voz de Júlia saiu fria:
— Você não tem o direito de fazer isso. Devolva meu celular.
Ouvindo as palavras, Lucas primeiro pareceu confuso, em seguida soltou um sorriso fraco:
— Devolvê-lo?
Logo após falar, ele abriu diretamente a porta do carro e atirou o celular para dentro:


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle