Marina: — Então, como o Lucas conheceu alguém tão incrível?
Lucas Campos obviamente não o conhecia e, mesmo que conhecesse, não o apresentaria. Por um momento, Júlia pensou em simplesmente contar a verdade, mas, ao ver o olhar ansioso e o rosto magro da mãe, não teve coragem.
— Não sei, talvez por causa do trabalho — Júlia lhe deu água para beber. — A sua missão mais importante agora é se recuperar.
Marina assentiu. Desde que ficara doente, ela obedecia rigorosamente a tudo o que Júlia dizia.
Mais tarde, as duas conversaram por mais um tempo, até que Marina insistiu para que ela voltasse logo, dizendo que finalmente era fim de semana e que ela deveria descansar. Ainda recomendou que, se não houvesse nada importante, não ficasse correndo para lá o tempo todo, pois conseguia se virar sozinha.
Ao sair do hospital, Júlia foi direto para casa. Ao abrir a porta, descobriu que, além de Bolinha, Isabela surpreendentemente também estava ali.
Júlia ficou radiante: — Você não disse que estava ocupada demais com o trabalho e não voltaria esta semana?
— Esse era o plano original — Isabela, que também acabara de chegar, estava arrumando as malas —, mas, no próximo mês, vou viajar a trabalho para outra cidade e provavelmente não voltarei no meio tempo. Fiquei preocupada com você, então decidi passar aqui esta semana primeiro para te ver.
— Com o que você tem que se preocupar? Eu já tenho vinte e quatro anos, não sou mais criança. — Júlia sorriu.
— Idade não é o mesmo que experiência de vida. Além disso, vinte e quatro também não é tão velha assim. Como você não é uma criança? Para mim, você sempre será. — Dizendo isso, ela tirou uma caixa da mala e a entregou a Júlia.
— O que é isso? — A caixa tinha uma embalagem requintada, e Júlia a segurou com cuidado.
— Abra e veja. É um presente para você.

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