Não se sabia quando o seu armário tinha sido aberto e a roupa que estava lá dentro havia sido retirada. Agora, estavam atiradas no chão em uma desordem absoluta, e até mesmo um líquido misterioso havia sido derramado sobre elas.
Não muito longe dali, estavam Valentina e o seu grupo, observando Júlia com um prazer maldoso. Nem era necessário pensar muito para saber quem era o responsável por aquilo.
— Recolham isso e lavem — disse Júlia, encarando-as friamente.
— Por que faríamos isso? Como você sabe que fomos nós? Você tem provas? — A mulher ao lado de Valentina fez cara de cínica, sem demonstrar qualquer respeito por Júlia. — Primeiro, não há testemunhas oculares, e segundo, não há câmeras. Com que base você está nos acusando? É melhor tomar cuidado com o que diz, ou vamos processá-la por difamação!
— Sem testemunhas oculares, sem câmeras — repetiu Júlia calmamente, e então, passo a passo, começou a se aproximar delas.
As mulheres ficaram assustadas com a postura dela, sem saber o que ela pretendia fazer. O medo tomou conta delas no mesmo instante:
— Você... O que você quer fazer?
— O que eu quero fazer? — Júlia as fitou. — Claro que vou pagar na mesma moeda.
Assim que disse isso, jogou rapidamente as roupas delas no chão e, logo a seguir, recriou meticulosamente a mesma cena, derramando as bebidas em cima delas.
Em um segundo, aquelas mulheres ficaram à beira da loucura. Normalmente, eram elas que intimidavam os outros; nunca ninguém ousara tratá-las daquela forma.
— Ficou louca?
— Você é doente?
— Quem te deu coragem para fazer isso?
...
Quando perdiam o controle, as frases não passavam dessas repetições.
Júlia ignorou completamente, apenas recolhendo as próprias coisas para ir embora. Para lidar com pessoas desse tipo, era necessário dar o troco na mesma moeda, senão elas nunca aprenderiam o quão desprezíveis eram suas atitudes.
Porém, enquanto tudo isso acontecia, Valentina não se envolvia. Pelo contrário, manteve-se o tempo todo num canto falando ao telefone. Ao ver Júlia guardar tudo e preparar-se para partir, ela saltou de repente na frente, bloqueando o caminho.
Mas, embora tivesse bloqueado o caminho, não dizia nada. Ficava apenas olhando fixamente na direção da porta, como se esperasse por alguma coisa.
Júlia não tinha paciência para desperdiçar com ela. Quando levantou a mão para empurrá-la para o lado, de repente, Valentina tapou o próprio rosto, recuou e gritou histericamente:
— Por que está me batendo?
— Que encenação é essa? — Júlia disse, impaciente. — Eu nem to...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle