Aquela velha da família Pinto finalmente conseguiu criar um conflito entre Tomás e aquela vadia da Noémia. Ela tinha que aproveitar o momento.
Nos últimos dias, ela mandou espionarem os movimentos de César e John, esperando que um dos dois procurasse Noémia para que pudesse armar uma cilada na cama.
Felizmente, aquele estrangeiro não a decepcionou e marcou um encontro secreto com Noémia em um hotel.
A armadilha já estava pronta, esperando que aquela vadia caísse nela. Depois, era só tirar umas fotos comprometedoras e enviar para Tomás e para aqueles velhos da família Pinto.
Tsc, tsc...
— Srta. Carla, o senhor a aguarda no escritório.
A voz da empregada na porta tirou Carla de seu estado de euforia.
Desde que aquele velho a esbofeteou, ela não falava com ele.
Depois de alguns dias de birra, era hora de vê-lo. Afinal, ela ainda dependia de seu favoritismo para se firmar na família Mendes.
— Certo, já estou indo.
No escritório.
O Sr. Otávio estava recostado no sofá, lendo uma mensagem. Era de Noémia:
[Ainda não se passaram nem quinze dias, por que a pressa? Cumprirei o que prometi. Apenas espere com paciência. No máximo em dez dias, deixarei a Cidade do Mar.]
Nesse momento, a porta se abriu e Carla entrou.
O Sr. Otávio ergueu o olhar e, vendo seu rosto sério, com uma expressão de raiva persistente, não pôde deixar de rir.
— Papai só te deu um tapa. Precisa ficar com raiva de mim por tanto tempo?
Os olhos de Carla ficaram vermelhos e ela disse com a voz embargada: — Eu estou com raiva por causa do tapa?!
— Foi porque o senhor não me defendeu, me tornando motivo de piada para todos. É por isso que estou chateada.
O Sr. Otávio a convidou a sentar, afagou sua cabeça e suspirou: — Como assim eu não te defendi? Por sua causa, estou na Cidade do Mar há mais de meio mês.
Carla bufou e o acusou: — O senhor já parou os ataques ao Grupo Pinto, claramente já cedeu. O próximo passo é me forçar a abortar, não é?
— Bobagem. — O Sr. Otávio a repreendeu com o rosto sério. — Se você não concordar, quem ousaria te forçar a abortar?
— Então por que o senhor não faz nada? — Carla questionou em voz alta.
O Sr. Otávio abriu o celular, mostrou a ela a mensagem que Noémia havia enviado e resumiu o acordo entre eles.
— Carla, tenha calma. Espere com paciência mais um pouco. Ela me prometeu que deixaria Tomás dentro de um mês, e já se passou metade do tempo.


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