Irene ainda não podia revelar a verdadeira identidade de Adriana, mas podia ajudá-la o máximo possível.
“Já está grávida?”, Gary perguntou. Ele puxou Irene para o sofá e tocou a barriga dela.
“Acha que as coisas funcionam desse jeito?” Irene lançou um olhar para ele. “Você já é um homem feito. Para de ser infantil.”
Gary fez uma cara injustiçada. “Agora está me chamando de velho... Mas há alguns anos dizia que eu era jovem demais, imaturo demais e instável demais.”
Irene o ignorou.
“Aliás, tenho uma notícia de verdade”, disse Gary rapidamente. “Aquele homem maluco que o Joe prendeu, o que tentou envenenar uma órfã no hospital… A órfã era Adriana. Talvez tenhamos encontrado o assassino que matou sua irmã e seu cunhado.”
Irene se levantou de repente e o agarrou pelo colarinho. “Isso é muito importante! Por que só está me contando agora?”
“Mas... Ele foi diagnosticado com esquizofrenia severa. Já foi enviado para um hospital psiquiátrico. Vai ser difícil vê-lo ou fazê-lo falar. E, legalmente, pessoas com doença mental não têm responsabilidade criminal...” Gary temia que Irene perdesse o controle.
Ela estava surpreendentemente calma.
Soltou o colarinho dele e se sentou para pensar.
“Encontramos a Adriana. Pelo menos cumpri minha promessa à minha irmã. E não sabemos ao certo se ele é mesmo doente mental. Mesmo que seja, ainda vamos dar um jeito de fazê-lo contar tudo.”
Gary ficou olhando para ela. Irene realmente tinha se tornado mais racional.
Todos esses anos, Irene viveu obcecada, quase instável, tentando encontrar a verdadeira Nicole.
Agora que tinha encontrado Adriana, visto que ela estava segura e vivendo bem, Irene finalmente se sentia mais calma.
“Minha sobrinha está com Curtis, ele deve conseguir protegê-la”, disse Irene, ainda inquieta. “Não acha que ele iria maltratá-la, né? Será que está bem com essa gravidez? E se Curtis a obrigou? E se…”
Gary suspirou. Irene estava pensando demais de novo.
“Não. Não posso deixar o Curtis simplesmente se casar com a Adriana tão facilmente”, Irene disse, começando a se agitar outra vez. “Ele teve sorte. Como pode simplesmente se casar com uma universitária, minha sobrinha!”
Gary pigarreou. “É verdade. Devemos separá-los... Talvez forçar um divórcio?”
Irene lançou um olhar fulminante para ele.
“Você é horrível.”
Gary ficou em silêncio.

Então tudo estará resolvido.
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