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Humilhada E Abandonada, Mas No Final Ela Venceu romance Capítulo 163

Curtis e Justin eram completos opostos. Curtis era escuridão e fogo. Justin era gelo e luz. Dois extremos que nunca poderiam se misturar.

“Você não pode elogiar outros homens”, ele disse, em voz baixa.

Adriana piscou, surpresa com a dureza no tom dele. Então se lembrou das palavras de Bonnie, para nunca esquecer a regra de ouro de uma mulher sustentada.

O homem que te sustenta é o que merece a sua atenção.

“Não estava elogiando”, ela respondeu rapidamente, balançando a cabeça.

A expressão de Curtis suavizou um pouco. Ele pegou a mão dela e começou a caminhar de volta para a sala de estar.

“O nome dele é Justin Hotchner. Jeremy o adotou anos atrás. Encontrou ele em um orfanato.”

Adriana piscou, surpresa. Um homem daquele, elegante, refinado, quase com uma presença aristocrática, ter sido um órfão? Não combina.

De alguma forma, isso só fez com que ela gostasse mais dele.

Curtis estendeu a mão e passou os dedos pelos cabelos dela. “Não se deixe enganar por essa aparência certinha. Ele não é o que parece. Fique longe dele.”

“Tá bem”, Adriana respondeu, baixinho. Ela não sabia por quê, mesmo assim concordou.

A obediência dela melhorou o humor de Curtis. Ele não deixaria nada nem ninguém estragar a viagem deles.

Haldoria, hospital psiquiátrico.

O homem que tentou matar Adriana se chamava Keith Wallensby. Os investigadores reviraram a vida dele e não encontraram nada fora do comum. Ele tinha sido um fazendeiro quieto, casado, pai de dois filhos, alguém que vivia na própria rotina. Nunca demonstrou nenhum sinal de violência. Às vezes tinha episódios estranhos, seus vizinhos sempre trataram aquilo como algo inofensivo.

Ele disse que iria à cidade para se tratar. Ninguém imaginou que aquela viagem terminaria em sangue.

O vilarejo de Keith ficava numa região isolada. Tão encravado nas montanhas que quase parecia esquecido pelo mundo. Quando a notícia do que aconteceu chegou lá, a esposa dele apareceu correndo com os filhos e o chefe da aldeia.

Eles levavam cestos com ovos e produtos caseiros, indo e voltando entre a delegacia e o hospital psiquiátrico. Ela caía de joelhos todas as vezes, chorando até perder a voz. Jurava que Keith era um bom homem, honesto, alguém que nunca faria mal a ninguém.

Até Joe começou a vacilar. Talvez Keith tivesse simplesmente surtado. Talvez não tivesse sido de propósito.

Mas Irene e Gary sabiam melhor. Sabiam o que realmente aconteceu com os pais de Nicole. E sabiam que Keith não era um fazendeiro inofensivo. Era um demônio fingindo ser santo.

“Talvez seja mesmo só coincidência?”, Joe perguntou, olhando para Gary.

Foi ele quem pediu autorização para visitar Keith, que continuava internado no hospital psiquiátrico para tratamento obrigatório.

O homem ficou sentado em silêncio quando eles entraram. Chorava, murmurando que não lembrava de nada. Repetia aquilo sem parar, jurando que tinha perdido o controle.

“Eu até acreditaria que ele é louco”, Irene disse friamente: “Mas de onde um louco conseguiu um veneno daqueles? É ilegal.”

Joe concordou. Aquela pergunta também não saía de sua cabeça.

“O que exatamente falou para aquele garoto?”, ela perguntou, irritada.

Gary sorriu de canto, desviando da pergunta. “Justin está em Haldoria. Jeremy o mandou para lá. Disse que é para proteger Nicole.”

A expressão de Irene mudou na mesma hora, sua voz foi ficando tensa. “Justin é a peça mais valiosa do Jeremy. Não me diga que ele não consegue enxergar aquela impostora.”

Gary se recostou, seu tom era calmo, mas pesado.

“Justin cuida dos negócios internacionais da família há anos. Para Jeremy chamá-lo de volta tão de repente, fingindo que é por proteção… Não é isso. Ele está desconfiado. Não recorreria a Justin se não houvesse algo errado.” Ele conseguia perceber o que o idoso tentava fazer.

Justin era o último recurso de Jeremy. Sua carta final para a verdadeira Nicole. Não deveria ser usado a menos que Jeremy não tivesse escolha.

O fato de tê-lo chamado de volta significava uma coisa: Jeremy estava começando a duvidar da garota que dizia ser Nicole.

O olhar de Irene permaneceu em Gary.

A voz dela caiu para um sussurro: “Então talvez, tenha chegado a hora de Jeremy saber sobre Adriana.”

Gary soltou o ar e balançou a cabeça. “Quanto menos Jeremy souber, melhor. No momento em que descobrir, a vida de Adriana fica mais difícil. Todo mundo ao redor dele são falsos e sorrateiros. Nem ele está seguro.”

Desse jeito, ele também vai acabar morrendo.

A expressão de Irene endureceu. “Você está certo. Ele não conseguiu proteger o próprio filho. Nem a minha irmã. Também não confio nele para proteger Adriana.”

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