Entrar Via

JOGO PERVERSO (A PROSTITUTA E O CEO) romance PROLOGO

Isadora Alencar aprendeu cedo que algumas decisões mudam a vida antes mesmo de serem tomadas.

O espelho do banheiro refletia uma mulher que ela ainda não conhecia por completo. O vestido preto abraçava suas curvas com precisão calculada, como se tivesse sido feito para provocar perguntas silenciosas. Não era vulgar. Era perigoso. Isadora passou os dedos pela própria cintura, sentindo o tecido deslizar sob a pele quente, e engoliu em seco. Aquela não era mais a garota que chegou a Brasília com uma mala velha e sonhos frágeis demais para sobreviver sozinhos.

O salto alto repousava ao lado da porta, esperando por ela como um aviso. Ao calçá-lo, Isadora sentiu o corpo se ajustar, a postura mudar, o olhar endurecer levemente. Cada centímetro elevado do chão parecia afastá-la de quem fora — e aproximá-la da mulher que estava se tornando.

O celular vibrou sobre a bancada.

Uma mensagem curta. Direta.

O carro está à sua espera.

Isadora respirou fundo. O ar parecia mais denso naquela noite, carregado de expectativa e algo que ela ainda não sabia nomear. Medo? Excitação? Talvez os dois. Desde que aceitara a proposta de Madeleine, tudo dentro dela vivia em um estado constante de alerta — como se cada escolha pudesse levá-la ao prazer ou à ruína.

Ao sair do apartamento, o corredor silencioso amplificou o som de seus passos. Cada batida do salto ecoava como uma confissão. Isadora sentia os olhares imaginários pousarem sobre seu corpo, despindo-a sem tocá-la, antecipando algo que ainda não havia acontecido — mas que já deixava sua pele sensível.

Quando a porta do carro se abriu, o interior escuro e elegante a recebeu como um segredo bem guardado. O cheiro de couro, perfume masculino e poder fez seu estômago revirar. Isadora entrou sem dizer uma palavra, cruzando as pernas devagar, consciente de cada movimento.

Enquanto a cidade começava a se mover ao redor, iluminada por promessas que nem sempre se cumpriam, Isadora entendeu que aquela noite não era apenas mais um trabalho.

Era um rito de passagem.

E, pela primeira vez, ela não sabia se estava pronta para aquilo — ou se desejava demais para recuar.

***

PROLOGO 1

PROLOGO 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: JOGO PERVERSO (A PROSTITUTA E O CEO)