Tânia ligou o carro e saiu em disparada, como se estivesse fugindo do vento.
O carro parou em frente à pousada. Ao descer, Nico a chamou de repente: "Tânia!"
Tânia parou e se virou, o olhar ainda indiferente ao encarar o homem.
Nico sorriu de canto: "Me leva para comer espetinho de rua? Daquela vez não consegui experimentar, fiquei curioso para saber o gosto."
Ao entardecer, Tânia ficou em silêncio por um momento, depois seguiu em direção à loja de conveniência.
Nico foi atrás, com um sorriso involuntário nos lábios, parecendo uma criança que finalmente convenceu os pais a comprar um brinquedo.
O atendente da loja de conveniência já conhecia os dois e os cumprimentou animado: "Sr. Iván, Tânia!"
"Duas porções de espetinho de rua," Tânia pediu. "Quero um de cada variedade."
"Pode deixar, sentem-se ali que eu levo para vocês." O atendente sorriu com simpatia.
Tânia e Nico se sentaram à mesa junto à janela. A noite começava a cair, as luzes do vilarejo se acendiam uma a uma e as ruas sinuosas e antigas, sob o jogo de luz e sombra, transformavam-se numa autêntica aquarela.
Tânia se lembrou de repente da música que Leocádia costumava cantarolar:
"Se a lua ainda não chegou, o poste ilumina minha janela."
"Ilumina a camélia branca que começa a florescer."
"Se o vento da manhã ainda não chegou, a brisa da noite pode envolver meu peito."
"Balançando suavemente as sombras das árvores no chão."
A melodia alegre passou rapidamente pela mente de Tânia. Ela franziu a testa levemente: que história é essa de brisa suave, ternura? Por que pensou nisso de repente?
Talvez estivesse com muita saudade de Leocádia!
Nico, ao vê-la franzir a testa, pensou que ela ainda estava preocupada com o caso da família de Zilda. Seu olhar mudou e ele perguntou: "Aquelas palavras que você disse para Zilda foram uma reflexão sua? Então, por que cortou o cabelo curto?"
O atendente apareceu naquele momento trazendo os espetinhos. Tânia virou-se e agradeceu.
Na época, ela era sombria, impulsiva, chegou até a se machucar, não suportava ouvir reclamações, seu temperamento tornou-se difícil e violento.
Nico sentiu um aperto no peito, mas tentou aliviar o clima pesado: "Como não entendo? E agora, sabendo que te enganaram, que nunca aconteceu nada, não ficou mais tranquila?"
O olhar de Tânia ficou gélido e ela quase rangeu os dentes: "Mais tranquila?"
Nico: "..."
Pegou então um pedaço de cenoura e perguntou: "Isso aqui pode comer?"
Parecia apenas cenoura cozida na água!
Tânia já não lhe deu atenção.
Nico experimentou uma mordida; seu rosto passou de desconfiança a satisfação e ele assentiu devagar: "Muito bom!"
Depois de muito tempo cozinhando, a cenoura estava extremamente macia, absorvendo todo o sabor do caldo, ao mesmo tempo intensa e leve, um sabor que ele nunca tinha provado antes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Jogos de Sedução da lua: Despertar do Desejo
Gostei muito mesmo só achei desnecessário tentar adaptar o Brasil,cidades e comidas típicas no meio e a repetição de alguns nomes ou de quem nem estava naquele quadro. Fora isso amei toda a história de todos Q enfrentaram dificuldade para realizar o sonho do amor verdadeiro acompanhados pela lua na maioria das noite. Parabéns ao autor...
Gostei muito mesmo só achei desnecessário tentar adaptar o Brasil,cidades e comidas típicas no meio e a repetição de alguns nomes ou de quem nem estava naquele quadro. Fora isso amei toda a história de todos Q enfrentaram dificuldade para realizar o sonho do amor verdadeiro acompanhados pela lua na maioria das noite. Parabéns ao autor...
Não vai ter continuidade? Yoyo é vicente não terá estória?...
Alguém sabe o nome Chinês desse romance?...
Ainda continua ou já terminou!!!??...
Livro é bom, mas já está um bom tempo pra liberar os capítulos 5514 e os próximos, estão pedindo pra comprar as moedas pra continuar lendo🙄...
Alguém sabe como acha o livro físico? Link?...
Forçaram em querer colocar o Brasil na história. kkkk...
O livro acabou no capítulo 5515 ....
Tem fim essa estória? Quase congelei no início do cap. 936. Já ia desistir......