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MARCADA ACIDENTALMENTE PELO LYCAN romance Capítulo 7

POV: AYLA

Ouvia os batimentos acelerados do seu coração pulsar nítidos, fortes, tão próximos que faziam cócegas deliciosas em minha pele arrepiada.

— Eu te sinto… tão… nossa… — sussurrei, umedecendo os lábios, com os olhos semicerrados, o corpo tremendo em uma mistura de febre, fome e algo mais perigoso. — Intenso.

Mordi o lábio inferior com força, enquanto fechava os olhos por um segundo. Apertei a borda da pia com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. Seu aroma me invadia de novo, mais forte, mais vivido: terroso, picante, quente, como se o próprio ar tivesse virado droga.

Girei devagar nos calcanhares, até meu corpo roçar ao dele. Abrir os olhos devagar, encontrando os dele: Pupilas enormes dilatadas, terrosas, com um vermelho vibrante ao redor das íris como brasas. Perigosos. Famintos. Errado.

— Seu cheiro… — ofeguei, subindo na ponta dos pés para encostar o nariz na base do pescoço dele.

Inalei fundo, devagar, deixando o aroma descer até o fundo dos pulmões. Rocei os lábios abertos na pele quente dele, sentindo os pelos finos se arrepiarem sob minha boca. A língua escapou sem permissão, lambendo uma linha lenta e molhada logo abaixo da orelha.

— Que delícia… eu preciso de mais… muito mais… — murmurei contra a pele, a voz rouca, manhosa, quase um gemido. — Quero lamber você inteiro… quero morder… quero sentir seu sangue quente na minha língua…

O corpo dele ficou rígido, um rosnado longo e profundo subiu de seu peito, vibrando direto no meu.

— Não faça isso. — advertiu com um rosnado bruto, a voz grossa, perigosa. — Controle seu cheiro, humana…

Não o deixei terminar. Na ponta dos pés, agarrei o rosto dele com as duas mãos trêmulas e mordi seu queixo com força, os dentes cravando na pele quente e áspera.

Subi devagar com a língua, lambendo a linha da mandíbula até alcançar os lábios brutos em uma linha. Capturei a boca dele em um beijo urgente, faminto, desesperado, língua invadindo sem pedir permissão, chupando a dele com avidez, gemendo alto contra seus lábios.

— Porra… — praguejou ele rouco contra minha boca, o som vibrando direto nos meus lábios.

Suas mãos grandes desceram até meus quadris, apertando com brutalidade possessiva, os dedos se cravando na carne macia por cima da camisola molhada, colando nossos corpos.

— Pequena… seu cheiro está me enlouquecendo — rosnou baixo, os dentes roçando meu lábio inferior mordendo devagar. — Meu lobo está na superfície.

Meu corpo inteiro tremia de desejo cru.

— Me beije… — pedi manhosa, mordendo o lábio inferior dele com força, chupando a carne macia até sentir o gosto metálico de sangue. — Por favor… me beije mais fundo… seu gosto é viciante, porra… tão bom…

— Cacete! — rugiu ele, a voz grave e rouca explodindo no ar.

07 – INSTINTO SELVAGEM 1

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