Com bastante tranquilidade, Eliana fez uma ligação e convidou várias lindas mulheres do clube para Aidan. Embora o homem não fosse santo, ele odiava esse tipo de mulher. Caso contrário, não a teria torturado fazendo-a agradar os convidados.
Agora, ela também queria que ele sofresse com isso!
Depois de fazer a ligação, ela ficou antecipando o momento em que o táxi a levaria de volta para a casa da família Harvey.
...
Quando chegou, ficou parada de pé na frente do portão da mansão e estendeu a mão para sentir o metal. Ela sentia uma certa amargura, mas também alegria.
A falta de emblema no portão indicava que a família Harvey ainda estava lá!
Ela apertou a campainha e o mordomo veio recebê-la com o mesmo sorriso de sempre.
Mais uma vez, Eliana entrou no pátio da residência dos Harvey, sentindo-se um pouco afobada. Ela estava com medo de que fosse apenas um sonho.
Ao entrar na sala, deparou-se com a mãe — uma mulher magra, de pele clara e de aparência bondosa — que estava fazendo ioga antes de ir para a cama, como de costume.
Quando ela viu a filha, deu um sorriso gentil e disse: "Hã? Por que voltou tão cedo? Achei que fosse ficar fora com os amigos a noite toda".
Lágrimas brotaram nos olhos de Eliana na mesma hora. Ela foi correndo até Lia e lhe deu um abraço apertado. "Mãe...", disse com a voz embargada de choro.
"Querida, qual é o problema?"
Ao ouvir a resposta de Lia, Eliana sentiu-se alegre e triste ao mesmo tempo.
Na vida passada, ela não teve a chance de dar adeus à mãe. No momento em que se ajoelhou em frente ao túmulo dela e chorou de arrependimento, esperou que a mãe pudesse responder, nem que fosse só com um sinal.
Quanto mais via a filha chorar, mais Lia sentia que algo estava errado com Eliana. "Diga, querida, alguém maltratou você?", perguntou preocupada.
Eliana apenas balançou a cabeça, chorou e riu, repetindo a palavra 'mãe' várias vezes.
Lia queria que a filha a soltasse para que pudesse ver se ela estava bem. Mas Eliana a abraçava com tanta força que parecia pensar que a mãe desapareceria caso a soltasse. Lia não teve escolha a não ser virar a cabeça e gritar na direção das escadas: "Querido, alguém machucou sua filha!"
Richard e Eddie desceram correndo assim que ouviram o que Lia disse.
A garota balançou a cabeça e soluçou enquanto chorava. De repente, sorriu e disse: "Papai, mamãe, eu só peguei no sono por uns minutos e tive um pesadelo. Sonhei que todos vocês haviam me abandonado. Foi um sonho tão real que me assustou".
"Que ridículo." Eddie fez beicinho e balançou a cabeça, sem saber o que dizer após ouvir o que ela disse. Por fim, virou-se e voltou para o quarto para continuar lendo.
Cutucando a testa de Eliana, Lia sorriu e disse: "Que menina..."
Richard acenou com a mão para a esposa e puxou a filha para perto de si. "Você não pode culpar minha filha querida. Ela só nos ama demais."
Lia lançou um olhar brincalhão para Richard e cutucou a bochecha macia de Eliana.
"Bem, Ellie, não fique pensando nisso. Suba para descansar bastante. Amanhã é sua festa de aniversário, então você precisa estar descansada para receber bem todos os convidados. Seria ainda melhor se você conseguisse chamar a atenção de seu querido Aiden.”
Assim que ouviu o nome daquele homem, Eliana fez uma careta de nojo.
Ela sabia muito bem o quanto os pais gostavam dele. Portanto, era necessário destrui-lo para que os pais não o aceitassem!

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