Mesmo que Eliana pudesse compreender o choque que estava sentindo ao perceber o que tinha acabado de acontecer, os quatro cães ferozes se lançaram contra ela e começaram a morder sua mão de forma cruel e brutal.
Infelizmente, a dor de ter sua carne mutilada não chegava nem a um milésimo da dor e da agonia que dilaceravam seu coração.
Ignorando o ferimento que sangrava, Eliana agarrou a boca de um dos cães e começou a sacudi-la vigorosamente como se tivesse enlouquecido.
Com dificuldade, disse, rouca: "Não, minha filha... seu cachorro idi*ta, me devolve minha filha! Por favor, me devolve... Aidan, como você pode ser tão cruel?! Eu te odeio... EU TE ODEIO!!!!"
Sem sentir o menor remorso pelo que havia feito, Laura revirou os olhos. Em seguida, olhou para o empregado que estava ao seu lado e levantou a mão para pedir que levasse os cachorros embora. Ele obedeceu.
Assim que os animais foram arrancados de cima dela, Eliana desmoronou no chão, ficando esparramada como uma boneca de pano dilacerada. Seu sangue se acumulando em torno do corpo imóvel e fraco.
Bem naquele momento, Laura deu um passo à frente e pisou nas mãos de Eliana. "Tsc, tsc, tsc", desdenhou. "É uma pena esses seus dedos lindos e delicados estarem todo mastigados e estragados agora... Receio que você nunca mais consiga tocar piano."
A mulher riu perversamente por um momento antes de se inclinar e sussurrar no ouvido da outra: "Hã, a propósito, esqueci de comentar o quanto a sua filhinha era fofa. É uma pena ela ter tido um destino tão trágico logo no começo da vida. Mas, o Aidan disse que ela tinha que morrer, que uma abominação dessas merecia isso. Ele não queria ter nada a ver com ela porque era sua filha. Mas sabe o que ele vai fazer por mim? Vai mexer os pauzinhos e adotar uma criança. Hahaha, ele é tão bom comigo..."
Eliana não disse nada em resposta, continuando deitada esparramada no chão, indefesa e incapaz de se mover. Ela sentiu a dor em seu corpo e até mesmo em seu coração.
Laura riu, se endireitou e chutou o corpo dela como se fosse um lixo. "Vou te contar outra coisa agora. Em homenagem ao que a minha irmã e eu fizemos por ele, o Aidan renomeou e reformulou o Grupo Nelson, que agora se chama Grupo Collins." Um sorriso presunçoso surgiu em seus lábios, e ela continuou: "Seu pai foi preso, um dos seus irmãos desapareceu e o outro virou escravo de uma mulher... e a sua mãe! Adivinha o que aconteceu com ela? Bom, ela morreu porque cometer suicídio pulando de um prédio! Nossa! Que sequência trágica de acontecimentos..."
Assim que terminou, Laura se virou e saiu. "Pronto, já chega. Ela não precisa de ficar aqui. A levem embora", ordenou aos empregados friamente.
Bem naquele momento, no entanto, Eliana, apesar de seu grave estado debilitado e patético, reuniu todas as suas forças para agarrar Laura pelo tornozelo, ansiava por imobilizá-la e rasgar seu pescoço. "Laura, não se atreva...!!!", resmungou.
"Não me atrever a fazer o quê?" Laura bufou de maneira desafiadora, nem um pouco intimidada ou ameaçada por Eliana. Ela deu um sorrisinho. "Apenas espera, e você vai ver com os seus próprios olhos." Em seguida, soltou seu tornozelo e saiu andando.
E assim, Eliana foi arrastada para um carro depois de ter as roupas que usava no hospital atiradas nela. Sua mente estava completamente vazia. Ela não tinha mais forças para pensar ou sentir nada.
Antes mesmo que pudesse perceber, o carro parou no portão da casa da família Harvey, e, para seu horror, ela viu que Laura não estava mentindo quando disse que todos haviam ido embora: Estava tudo escuro lá dentro e o portão estava lacrado. O lugar estava tão vazio quanto uma cidade fantasma.
Eliana se encolheu no banco de trás e colocou as mãos sobre o coração, que, de tão perturbada e arrasada que ela estava, parecia estar sendo arrancado de seu peito.
Ela não tinha permissão nem para sair do carro e visitar o que restava da propriedade de sua família uma última vez, em vez disso, foi levada ao cemitério imediatamente.
No entanto, como estava de madrugada, os empregados não tiveram coragem de levá-la até as montanhas.
E, então, simplesmente a jogaram para fora do carro antes de ir embora correndo.
Eliana nunca teve medo de nada além do sobrenatural, como fantasmas; no entanto, agora, ela não conseguia mais sentir qualquer tipo de medo. Nenhum fantasma nunca vão chegar ao nível de maldade e crueldade do Aidan, não importava o quanto eles sejam aterrorizantes e assustadores.
Apesar da forte chuva caindo sobre seu corpo machucado e maltratado, Eliana continuou determinada a encontrar uma saída, e, assim, jogou todo o seu peso sobre o caminho de pedra antes de às vezes caminhar, às vezes se rastejar no escuro, em direção ao túmulo da família Harvey.
Assim que o avistou, ela caiu de joelhos com tudo, completamente incrédula e em choque. Lágrimas escorriam por seu rosto enquanto ela avançava lentamente em direção à nova lápide.


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