Eliana arrancou os tubos intravenosos do braço e saltou da cama para agarrar Laura.
"Você ficou louca? É da mãe do Aidan que a gente está falando!", disparou.
Laura sorriu maliciosamente: "E daí que é a mãe do Aidan? Se cruzar o meu caminho, vai se ver comigo."
Eliana arregalou os olhos. Ela ficou totalmente incrédula com aquela maldade.
Antes mesmo que pudesse reagir, Laura bufou e a empurrou. A mulher, que estava muito fraca, foi pega de surpresa: perdeu o equilíbrio e caiu no chão, grunhindo de dor. Ela estava sofrendo tanto que não conseguia se levantar.
Laura nem sequer piscou, apenas abriu a porta e saiu do quarto calmamente.
Eliana tentou ao máximo se erguer e segui-la, mas, infelizmente, estava muito fraca para isso. Ciente de que não havia jeito de alcançar a prima, agarrou a manga de uma enfermeira que passava por ali, na esperança de que a ajudassem.
"Licença... por favor, me ajuda! A Laura... ela quer matar a mãe do Aidan! Por favor, você tem que me ajudar... me ajude a impedi-la... Estou implorando, por favor!"
Contudo, em vez de se preocupar, a enfermeira afastou sua mão e fez uma cara de nojo e irritação: "Argh, o que você pensa que está fazendo? Para de puxar minha manga! Não percebe o quanto está sendo irritante?"
Então, outra enfermeira se aproximou e sussurrou no ouvido da colega: "Ei, ei, não perde seu tempo e energia ficando brava com ela, afinal de contas, de uma coisa eu tenho certeza: Essa mulher é louca. Meu Deus, já faz um ano que ela está no hospital psiquiátrico, e, o que é pior ainda, fiquei sabendo que deu à luz um natimorto. Essa mulher é um mau presságio, é melhor a gente ficar o mais longe possível. Vem, vamos embora, deixa ela aí."
As duas enfermeiras a olharam como se ela fosse um monte de lixo e saíram andando.
Apesar de estar em parte furiosa, em parte desapontada, Eliana não podia perder tempo indo atrás delas. Aparentemente, teria de lidar com Laura sozinha.
Eliana cambaleou todo o caminho até a enfermaria de Belinda Gerson.
No quarto, Laura estava sentada sozinha ao lado da coma. Sua sogra estava deitada na cama com os olhos fechados. Sua condição não havia mudado.
O coração de Eliana apertou. Sua sogra não tinha acordado. Laura tinha mentido para ela. E ela deveria haver uma razão por trás disso.
Pensando que Aidan não confiava nela de jeito nenhum, ela temia que, se ficasse aqui, teria problemas. Então ela se virou e estava prestes a sair.
Laura pegou uma faca de frutas que estava sobre a mesa e disse calmamente: "Assim que você sair por aqui, sua sogra morrerá e você se tornará o assassino".
Quando Eliana se virou, viu Laura segurando a faca de frutas contra o pescoço de Belinda, com um sorriso malicioso nos lábios.
"Você está louca?", disse Eliana nervosamente. "Ela é a mãe de Aidan. Você não o ama?"
"Sim, eu o amo. Eu o amo muito." Laura fez uma pausa antes de continuar: "Por isso tenho que me livrar de tudo que atrapalhar a gente."
Eliana sacudiu a cabeça vigorosamente e ergueu as duas mãos para se render. "Prometo que não vou te atrapalhar. Eu me divorcio dele e ele vai ser seu."
"Você vai se divorciar dele? Aff, uma pena eu não achar o suficiente. Quero que você sofra e apodreça. Pessoas como você têm um lugar reservado no inferno."


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