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Me Satisfaça, Daddy romance Capítulo 28

(Ponto de vista de Apollo)

Eu a encarei de cima, meu rosto não demonstrava expressão alguma.

Outro pesadelo.

Eu me conhecia bem o suficiente para entender o que vinha depois; se eu não redirecionasse o caos na minha cabeça, ele me consumiria. E agora, essa mulher… essa mulher estranha e caótica deitada sob mim, presa contra a minha mesa, era a distração perfeita.

Os olhos arregalados dela buscaram os meus, procurando qualquer sinal de que aquilo fosse só uma brincadeira. Ela até esboçou um sorriso pequeno e constrangido, agarrando-se à negação. Mas quando percebeu que eu não estava brincando, o sorriso desapareceu por completo.

— O-O quê? — Ela sussurrou, a voz trêmula.

— Senhor Apollo, eu…

Inclinei-me um pouco, falando com a voz baixa.

— Eu te comi como se fosse minha última refeição na terra.

Ela piscou, confusa. As sobrancelhas se ergueram até que acrescentei:

— O que mais? Ah, meu dedo é maior que o pau dele.

Os olhos dela se arregalaram quando ela entendeu do que se tratava, e então ela arfou.

Estudei o rosto dela com cuidado, depois me afastei o suficiente para encontrar seus olhos por completo.

— Foi você quem disse. No fim da sua ligaçãozinha, acredito que suas palavras foram: "Quem diabos chama o próprio CEO de amante?"

Ela empalideceu.

— E presumo que eu seja esse CEO, senhorita Grace. — Continuei.

— A parte engraçada é que, até onde me lembro, nunca compartilhamos um momento íntimo… compartilhamos? — Inclinei a cabeça.

— Ou você é uma das mulheres com quem fiz amor e eu simplesmente esqueci?

Ela balançou a cabeça com força.

— Óbvio que não! Quero dizer, claro que não, senhor Apollo.

Meus lábios se contraíram levemente, divertidos.

— Então por que fazer parecer que fizemos?

Ela abriu a boca, depois a fechou de novo, os olhos fugindo para todos os lados, mas ela não olhava para mim. O peito subia e descia com respirações apavoradas. Os lábios tremiam enquanto ela tentava formar palavras. Eu a observava, curioso para saber o que diria. Todo esse tempo, ela fez coisas que eu nunca esperei; era sempre imprevisível. A primeira pessoa que eu não conseguia decifrar.

Ela diria a verdade ou inventaria uma desculpa? E que tipo de desculpa seria?

Ela fechou os olhos e disparou:

— E-Eu tenho fantasias sexuais com o senhor!

Eu parei.

Bem.

Eu não esperava por isso.

— …O quê? — Disse, piscando uma vez.

Ela me encarou, o rosto corado e os olhos desesperados.

— Eu sempre fantasiei com o senhor! Como as outras garotas do escritório. O senhor é tão bonito e intimidador e eu só… — Ela engoliu em seco.

— Eu queria saber como seria fazer sexo com o senhor. Então, quando meu ex ligou e começou a dizer coisas horríveis, eu entrei em pânico e inventei uma mentira para calar a boca dele. Eu disse que dormi com alguém, e o senhor foi o primeiro que me veio à mente. Só isso. Nunca fizemos nada, eu nunca nem vi o senhor nu!

Ela disse tudo de uma vez, as mãos tremendo no meu aperto, os olhos implorando para que o chão se abrisse e a engolisse.

Eu a encarei. E para minha própria surpresa, um riso baixo escapou da minha garganta.

Ela piscou, claramente assustada.

Era tudo o que eu precisava.

Estendi a mão para o lado, agarrei a gravata de seda preta que eu havia deixado de lado antes e a enlacei suavemente em seus pulsos. Não gostava de interrupções, especialmente quando já estava decidido a terminar o que comecei.

Quando voltei a encará-la, ela virou o rosto, como se encontrar meu olhar a despisse ainda mais rápido do que meu toque. O cabelo caiu sobre a bochecha. Ela parecia tão obediente e suave, como naquela noite.

Toquei o queixo dela e virei o rosto de volta para mim.

— Se você quer alguma coisa, não tenha vergonha disso. — Murmurei.

Ela assentiu devagar, quase hipnotizada, incapaz de desviar o olhar.

Puxei as pernas dela para cima, abrindo-a diante de mim. As coxas tremeram, e pressionei um beijo lento no interior de uma delas. Ela estremeceu sob minha boca, e o som do fôlego preso dela foi o gatilho que fez meu domínio vacilar.

A forma como o corpo dela reagia ao menor toque, tão sensível, não importava onde eu pousasse as mãos, ela tremia para mim. Eu poderia tê-la arrastado para os joelhos e ter a boca dela em mim em segundos. Só o pensamento já fazia meu pau doer, tenso e pulsando contra o zíper. Mas dar prazer a ela me excitava ainda mais.

Desci, depositando beijos ao longo da curva macia da parte interna da coxa, sem pressa. A respiração dela falhava conforme eu me aproximava. Quando alcancei o tecido branco entre as pernas dela, ela já estava encharcada.

Porra.

Ergui o olhar.

Ela me encarava, olhos presos aos meus, sem ousar desviar, exatamente como eu havia dito.

— Boa garota. — Murmurei com a voz áspera, antes de baixar a cabeça e beijá-la bem por cima do tecido molhado.

Ela arfou.

— Meu Deus.

Gemi contra ela, minha língua deslizando sobre o pano úmido antes de afastá-lo, expondo o clitóris inchado e pingando.

— Você tá encharcada, servida como a refeição perfeita. Seria um desperdício não aproveitar. — Encontrei seus olhos outra vez.

— Agora fique quieta e me deixe comer.

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