Ponto de vista de Grace.
— Tire a roupa e se toque pra mim. Me dá algo que valha a pena assistir.
As palavras dele ecoaram na minha cabeça como um sino que não parava de tocar.
Fiquei encarando ele, sentado naquele sofá de couro preto como se tivesse todo o tempo do mundo.
Me tocar? Na frente dele?
Meu coração batia tão alto que eu tinha certeza de que ele conseguia ouvir. Eu não sabia dizer se era nervosismo ou tesão. Minhas pernas tremiam, mas eu estava presa no lugar.
Engoli em seco, tentando organizar os pensamentos. Mas como, quando aquele homem, com cara de deus, me olhava como se eu fosse sobremesa — sem decidir se ia saborear devagar ou devorar de uma vez? Ele ainda parecia frio, controlado. Porra, como ele conseguia? O que havia de calmo em mandar uma mulher tirar a roupa e se tocar pra entretenimento dele?
Ele tinha me tocado, explorado cada parte do meu corpo com mãos habilidosas e uma boca ainda mais cruel. E agora queria me ver fazer isso comigo mesma.
Só a ideia já mandava um choque pela minha espinha. Um arrepio de vergonha, confusão… e algo pior.
Desejo.
Pensei no Charles. Eu nunca fiquei satisfeita com ele. Ele jamais faria algo assim. Sexo com o Matthew sempre foi chato, previsível e vazio. A gente até tinha calendário. Três vezes por mês, marcado como reunião. Às vezes, quando eu ficava carente demais, necessitada, eu implorava, e ele me olhava como se eu fosse quebrada. Como se querer ele fosse motivo de vergonha.
"Grace, você está exagerando."
Ele dizia.
"Por que você é tão obcecada por sexo?"
Minha mão se fechou em punho, as unhas cravando na palma. Mesmo quando ele me tocava, era rápido, como quem marca uma tarefa cumprida. Ele só queria acabar logo. Eu nem chegava lá. Eu fingia só pra agradar.
Balancei a cabeça. Por que diabos eu estava pensando no Matthew, quando esse meu chefe perigosamente gostoso e experiente estava bem na minha frente, mandando eu me tocar pra ele?
E por que a ideia de me tocar enquanto ele observava fazia meu corpo inteiro doer?
Devagar, me levantei, sem desviar o olhar.
Meus dedos tremiam enquanto eu puxava o vestido pra cima,primeiro pelos quadris, depois pela cabeça, deixando-o cair aos meus pés.
Olhei pra ele de novo. Por um segundo, eu podia jurar que algo sombrio passou pelos olhos dele.
Engoli seco. Porra.
O olhar dele tinha ficado predatório. E só aquilo já fazia um calor se espalhar no meu ventre.
Com os dedos trêmulos, levei as mãos para trás e soltei o sutiã. Ele afrouxou, escorregou, e eu deixei cair.
Meus seios balançaram levemente com o movimento, o ar frio tocando minha pele. Meus mamilos endureceram na hora, tanto pelo frio quanto pelo jeito que os olhos dele desceram, analisando, como se estivesse escolhendo por onde começar.
Meus dedos pairaram sobre o cós da calcinha, tocando o tecido macio, mas hesitei. Eu realmente ia ficar completamente nua na frente dele?
— Eu… — Respirei, hesitando.
A voz dele cortou o silêncio, baixa e autoritária:
— Tira. Quero te ver.
Eu ia provar.
Não disse mais nada. Apenas ergui o queixo.
Caminhei até ele, e antes que pudesse reagir, coloquei as mãos nas coxas dele e as afastei.
Subi no colo dele, me acomodando sobre ele, sentindo a pressão firme do pau dele ainda preso entre as roupas. Minha pele nua encontrou o calor do corpo dele, e um arrepio percorreu meu corpo. Quase gemi. As mãos dele voaram para minha cintura, me segurando por instinto.
— O que você acha que tá fazendo? — Ele perguntou, a voz rouca.
Coloquei a mão no peito dele, sustentando o olhar, e então movi meus quadris devagar.
Ele soltou um som entre os dentes, tentando me impedir, mas eu não parei. Deslizei a mão entre nós, a respiração falhando, e enfiei um dedo em mim mesma.
— Ah, Deus… — Um gemido escapou antes que eu pudesse segurar. Minha cabeça caiu levemente pra frente, o coração disparado.
— Você mandou eu me tocar pra você, mas não disse onde. — Sussurrei.
Ele parou sob mim, o aperto dele se intensificando, como se não esperasse por aquilo. Os olhos castanhos-esverdeados se arregalaram levemente, o suficiente pra eu saber que peguei ele de surpresa.
Deus, eu amei aquela reação.
Empurrei ele de leve, e ele recostou no sofá, as mãos descendo para agarrar minha bunda, os dedos afundando na minha pele.
— Você queria um show, né? — Sussurrei, meus lábios roçando o ouvido dele.
— Então fica aí, daddy… e me vê me esfregar na tua coxa como a bagunça desesperada e sem vergonha que você me transformou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
parou de atualizar......
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...