Alana não pôde deixar de dar uma risada autodepreciativa.
Arthur se arrependeria?
Como isso seria possível?
Ele amava muito Isabella.
Mesmo que ela ainda estivesse grávida e o bebê nascesse, ele não voltaria atrás.
Assim que ia falar, Alana recebeu um vídeo.
Inicialmente, ela pensou em excluí-lo e ignorar, mas ao ver um lugar familiar, o Solar dos Campos, Alana abriu o arquivo. A voz do avô de Arthur, alguém que ela sempre respeitou, soou:
'Eu ouvi sobre o que aconteceu hoje...'
O áudio do vídeo estava nítido.
Mostrava o avô com nojo de sua origem humilde e indigna, Arthur concordando tacitamente com a publicação daquele comunicado, e Dona Helena debochando.
No final, até Henrique ouviu a frase:
— Se Isabella estiver disposta a ter um filho com você, mande a criança de Alana para o exterior...
— Que família completamente sem compaixão! — Henrique, irritado, pegou o celular para apagar.
Alana aguentou a dor repentina no baixo ventre e disse com a voz rouca: — Henrique, deixe o vídeo aí. Guarde ele.
Ela iria guardá-lo para a vida toda, como um aviso para si mesma de nunca mais cometer a mesma burrice.
O status da família Campos era alto demais, ela não pertencia àquele nível!
Nesse meio tempo, a internet já havia explodido. Alguns já queriam caçar os dados pessoais de Alana para apoiar Isabella.
Henrique recebeu a notícia e não se preocupou. Ele tranquilizou Alana:
— Essas pessoas não vão te encontrar, pode ficar tranquila. Você tem um acordo com o governo agora, e todos os seus dados estão protegidos por eles. A propósito, depois que você perdeu o bebê... o que você fez?
Alana sentia que havia esquecido de pegar alguma coisa.
Sendo lembrada assim, ela finalmente se deu conta.
A urna do bebê ainda estava na Mansão das Águas!
— Henrique, eu preciso voltar lá!
O coração de Alana estava apertado, e sua pálpebra direita não parava de tremer.

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