Notando o olhar hostil dele, Alana retribuiu com frieza.
Ela estava ocupada agora, ocupada com o trabalho, ocupada em recuperar a saúde, ocupada em proteger a pequena Maya.
Quando terminasse o resguardo e tivesse tempo, mesmo tendo pegado as ações, ela daria um jeito em Lorenzo.
Caso contrário, como poderia encarar a pequena Maya que ainda estava no hospital?
Lorenzo viu Alana ir embora, incapaz de engolir a raiva, mas sem ter o que fazer.
Bento aconselhou: — É melhor você se comportar e ficar quieto. Seu avô não está prestes a voltar ao país? Não há necessidade de se preocupar com pessoas irrelevantes. Concentre-se nos assuntos importantes.
Lorenzo assentiu: — É, o meu avô realmente vai voltar. Ele também trabalha com pesquisa científica. Quando ele chegar, poderei apresentar a Isabella a ele.
Lembrando-se de algo, perguntou a Bento: — A sua família é militar e política. O seu avô e o seu pai também voltaram, não é? Quando a hora chegar, que tal eu levar a Isabella para o seu avô e o seu pai conhecerem? Quem sabe eles possam recomendá-la para um projeto governamental adequado. Pessoas como a Isabella deveriam estar fazendo grandes coisas. Se entregar completamente por um homem, como faz a Alana, é algo absurdo.
Bento não disse nada, apenas olhou para trás, na direção onde Alana havia desaparecido.
Não sabia explicar o porquê, mas naquele momento ele teve uma sensação estranha: as costas de Alana lhe transmitiam uma estranha familiaridade que ele não conseguia descrever.
Como Lorenzo o apressava, Bento não pensou muito a respeito. Talvez Alana se parecesse com alguém, mas isso não tinha nada a ver com ele.
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Alana chegou à sala privada, e Henrique imediatamente foi fechar a porta: — Pegou vento no caminho?
— Não, não. Coloquei máscara ao descer do carro! — Alana entrou e logo viu o professor: — Professor Simão.
O professor respondeu sem levantar a cabeça, olhando para o vídeo da câmera de segurança no celular. A pessoa no vídeo era a pequena Maya.

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