— Enquanto eu não me divorciar de Arthur, serei a dona da Mansão das Águas, e você será a empregada. Você me desrespeita, de que eu teria medo? Caso contrário, vá perguntar ao Sr. Ricardo se eu tenho o direito de bater em você!
Berta apontou para Alana com raiva: — Sua desgraçada! Essa criança que você carrega na barriga vai acabar perdida cedo ou tarde, não vai chegar nem ao nascimento!
A frase tocou a maior dor de uma mãe.
Seus bebês não só morreram prematuramente, como suas cinzas foram tratadas como lixo e descartadas pelo próprio pai deles...
— Pá!
Um tapa estalado atingiu o rosto de Berta e, ao mesmo tempo, Alana ativou o gravador do celular.
As palavras arrogantes que Berta acabara de dizer ecoaram, palavra por palavra, com clareza.
Berta não esperava que Alana ousasse gravar. Se o Sr. Ricardo ou o patrão ouvissem ela amaldiçoando os futuros filhos da família Campos, então...
— Ajoelhe-se e prostre-se aqui. Continue até eu mandar parar!
As mãos de Alana tremiam sem controle. O médico tinha alertado ela para não se estressar, mas ela não conseguia segurar a raiva e a dor que tomavam conta dela. A agitação fez a dor no baixo ventre voltar com força.
Berta ficou com medo, ajoelhou-se na hora e começou a bater no próprio rosto.
No momento em que os tapas estalados soaram, uma voz masculina e fria soou como um furador de gelo:
— O que você está fazendo?
Alana virou-se com lágrimas nos olhos e viu Arthur, que havia subido as escadas não se sabe quando, com o rosto sombrio.
Berta, ajoelhada no chão, abriu a boca e disse:
— A senhora xingou a Srta. Isabella de amante, e ela não desceu ao nível dela. Fiquei com raiva e disse uma palavra a ela, mas ela me obrigou a me ajoelhar e dar tapas na minha própria cara! Sou uma antiga funcionária da família Campos, cuido do senhor com dedicação desde que era criança. Quando a senhora chegou, também cuidei com carinho, Dona Helena pode testemunhar! Mas a senhora, valendo-se da gravidez, nem me trata como humana... A Srta. Isabella pode ser minha testemunha!
Isabella, que observava em silêncio de lado, comentou de forma indiferente: — Arthur, o temperamento de Alana realmente passou dos limites.
Alana: — É óbvio que...
— Chega. — A voz do homem era baixa e reprimida. Seus olhos escuros olhavam fixamente para ela, com uma raiva clara e ainda mais indiferença impiedosa: — Não tente inventar desculpas fracas para se justificar.
Alana segurou o celular, que ainda estava na tela de gravação.
Com os lábios trêmulos, ela estava prestes a abrir o áudio para que Arthur ouvisse o que a babá realmente dissera!

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