Simão olhou para Alana, com medo de que ela se importasse.
Alana balançou a cabeça: — Professor, pode focar no trabalho. Eu não misturarei meus sentimentos pessoais nisso. Quando estou fazendo algo, foco apenas naquilo, nunca confundo as coisas.
Simão pensou por um instante: — Arthur já tentou me convencer várias vezes por causa da Isabella. Dessa vez, deve ser a mesma coisa. Eu pretendo testar a capacidade dela. Se ela realmente tiver talento para o trabalho, não vou ter outra opção a não ser aceitála.
Alana não disse nada, ela respeitava a decisão do professor.
Henrique de repente disparou: — Professor, você não é digno de ser o avô da pequena Maya!
Simão fechou a cara: — Eu a estou aceitando para a Alana. Quando chegar a hora, farei com que a Isabella seja aluna da Alana. Se ela for realmente capaz e assinar um acordo de confidencialidade, não haverá problema em a Alana utilizá-la.
Para Simão, ferramentas eram ferramentas e pessoas eram pessoas.
Ele só perguntou a Alana se ela estava disposta.
Alana ficou em silêncio por um momento: — Professor, seguirei as suas ordens.
Alana não disse que achava que a Isabella... poderia não ser tão boa assim.
Hoje, Isabella sequer conseguiu entender o modelo avançado que ela havia feito, tampouco a essência dele, achando que era algo irrealizável.
Claro, isso não descartava a possibilidade de Isabella estar causando problemas de propósito.
Afinal, Arthur havia conseguido entender.
De qualquer forma, a decisão caberia ao professor. Ele estava fazendo aquilo pelo bem dela, então ela não faria julgamentos precipitados.
Alana pensou que a reunião havia terminado e estava prestes a sair, quando Simão a chamou de volta.
— Já que estamos sem fazer nada, eu chamei outro velho aqui. Espere para conhecê-los antes de ir.
Simão pegou o telefone e disse apenas: — Podem vir.

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