Alana piscou, surpresa. Ao ver o sinal de Dona Helena, repassou: — A vovó está apressando...
Antes de terminar a frase, Arthur desligou o telefone.
Alana apertou os lábios, não disse mais nada, virou-se e falou para Dona Helena: — Ele disse que chega em uma hora.
Dona Helena suspirou: — Foi um mês de viagem de negócios. Antes de partir, ele me prometeu claramente que voltaria cedo assim que o seu período de resguardo acabasse e que traria um presente. Agora ele está só enrolando. Já está tarde e ele ainda está atrasado no trajeto.
Ela olhou para Alana novamente: — Tendo uma nora tão bonita em casa, não sabe nem voltar para vê-la! Vocês se falaram durante esse tempo?
Alana assentiu: — Sim.
Na verdade, com exceção da hora da partida, quando Arthur informou seu itinerário, os dois não se comunicaram durante esse mês.
Alana não o procurou por conta própria e ele, naturalmente, também não a procurou.
Ele levou Isabella com ele, logo era claro que não se lembraria dela.
Dona Helena perguntou sorrindo: — Ele já te viu linda desse jeito?
Alana usava uma maquiagem leve naquele dia, acompanhada do vestido qipao de brocado verde que Dona Helena comprou por indicação de Arthur no passado.
Estava tão bonita que parecia outra pessoa. Quando entrou, Dona Helena sequer a reconheceu antes que ela falasse!
Alana respondeu: — Não. Ele está muito ocupado.
Dona Helena assentiu: — Fazer uma surpresa será bom! Vamos parar de esperar e comer primeiro.
Alana apenas deu um sorriso para acompanhar, sem levar o comentário a sério.
Contudo, uma hora se passou e Arthur continuava sem aparecer.
Às dez da noite, não havia sinal de Arthur.
Dona Helena ficou ansiosa. Alana a aconselhou e a senhora finalmente decidiu ir descansar.
Alana também não o esperou. Subiu as escadas, tirou a maquiagem e foi para o banheiro.
O cansaço tomou conta do seu corpo enquanto a água quente caía sobre ela.

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