Alana sorriu e levantou-se.
Ela estava em boas condições. Apesar de ter ficado até tarde nos últimos tempos, seus alimentos vinham da Mansão das Águas, feitos para tonificar o corpo.
Devia ser preparado por Dona Helena Campos. Ela percebeu pelo sabor.
Por essa razão não sentia cansaço.
Camila compartilhou a alimentação, do contrário o desgaste corporal falaria mais alto.
Enquanto arrumava suas coisas, Camila conferiu o que os amigos postavam após muito tempo, deparando-se com várias postagens de Isabella.
A publicação mais recente datava de uns dias atrás.
— Meu Deus! O Sr. Campos arrematou o jardim pessoal de Kyoto, o Solar dos Afetos, por 350 milhões, e o presenteou a Isabella! — Camila estava pasma.
Essas palavras fizeram o olhar de Alana anuviar.
Em Quioto existia apenas um Solar dos Afetos, projetado pelo pai de Alana, Augusto Campos. Ele mesmo desenhou todo o espaço e reuniu cada uma das pedras que o compunham.
Havia uma lápide na entrada com a frase gravada: "Em toda a minha vida, devotome à minha esposa."
Entretanto, os débitos corporativos acarretaram a interdição do patrimônio.
E lá Isabella se encontrava, ao redor da lápide com as palavras "Em Toda A Minha Vida, Devoto-me À Minha Esposa"...
Alana ficou completamente chocada, com o rosto endurecido, e perguntou a Henrique: — Henrique... Qual foi a data do leilão do Solar dos Afetos? Não fui notificada.
Henrique tinha conhecimento do passado daquele jardim.
Augusto Campos era apegado à esposa e aos filhos ao longo da vida. A esposa teve óbito prematuro, e ele criara os herdeiros sozinho. Ele deu tudo de si pelo negócio da família. Mesmo nos piores momentos, nunca abriu mão do Solar dos Afetos, símbolo do seu casamento com a sua esposa, para cobrir prejuízos financeiros.
Simão Magalhães venerava Augusto e os pais de Henrique nutriam igual estima.

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