Porque já tinha se demitido.
Mas de manhã, Beatriz exigira que ela se ajoelhasse, humilhando-a...
— Posso retirar a queixa, mas com uma condição. Você assina...
Ela fez uma pausa sutil: — O divórcio.
A expressão de Arthur endureceu, parecendo avaliar se ela estava fazendo charme para se aproximar, ou se falava sério.
Mas ele preferiu acreditar na primeira opção.
Porque, na sua mente, Alana sempre fora uma mulher manipuladora e cheia de táticas.
— Acha que tem moral para negociar alguma coisa comigo?
Alana sabia que não tinha. De cabeça baixa, demorou a falar: — E quanto à Beatriz, serve como moral?
Arthur olhou para Alana e soltou um riso sarcástico.
Alana sabia que ele apenas via aquilo como mais uma prova do quanto ela era calculista.
Antes, ela teria ficado triste com o mal-entendido. Mas agora, a sua única urgência era ser livre.
— O que você acha?
A voz gelada era desprovida de qualquer empatia.
Logo, um contrato foi entregue na frente de Alana.
Ao ver o conteúdo, Alana mudou de expressão.
Arthur promoveu o cargo dela para Assistente Principal.
Beatriz se foi e ele a colocou no lugar.
Alana encarou Arthur surpresa.
Ela já conhecia o seu pulso de ferro e a sua crueldade no mundo dos negócios.
E agora, só para não ser manipulado, ele descartava a própria irmã com a mesma facilidade.
Toda a crueldade que ela já viu até agora é só uma pequena amostra do que ele é capaz de fazer.
— Eu... — Alana estava prestes a recusar.
Arthur, com seu gênio sempre autoritário e inflexível, avisou-a: — Sua papelada de demissão ainda está em processamento. Sem minha aprovação, você não vai embora. A partir de hoje, vai assumir a função da antiga Assistente Principal. Comigo, ninguém é encostado.
Alana viu Arthur sair e ligou de imediato para Henrique.
Henrique ouviu que Alana havia assinado o contrato no papel, e que tinha validade jurídica.


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