Alana ouviu aquelas palavras cruéis e levou a mão ao baixo-ventre.
Mas... as crianças já não existiam.
Os gêmeos que a amada Isabella dele tinha atropelado até perderem a vida.
O celular tocou e, ao atender, a voz de Henrique soou do outro lado: — Alana, não fique triste com o que vou dizer a seguir... Enviei várias pessoas para vasculharem os centros de reciclagem de lixo da cidade, mas não encontraram a urna das crianças. As cinzas dos bebês já foram misturadas ao lixo e não há mais como recuperá-las.
Ele consolou Alana, dizendo os fatos: — A culpa não é sua. Muitas mulheres ficam psicologicamente abaladas após perder um bebê durante a gestação. E ainda mais com a mãe do Arthur te provocando daquele jeito naquele dia, você ficou abalada e é compreensível esquecer a caixa lá. O problema inteiro é do Arthur. Mesmo sendo um objeto perdido por um estranho, não deveria ser tratado assim. A origem de tudo é ele.
Embora Alana já estivesse preparada psicologicamente, ouvir que a urna não podia ser encontrada e que havia sido tratada como lixo com os demais resíduos, ainda fez seu coração doer incontrolavelmente.
Ela tentou suprimir as emoções e perguntou: — Henrique, se eu concluir este projeto com sucesso, meu patrimônio pode ultrapassar cem milhões?
Henrique respondeu com firmeza: — E muito mais.
O coração de Alana acalmou-se um pouco. No caminho para a empresa, ela contou a Henrique o que aconteceu na noite passada e naquela manhã.
Henrique, ao ouvir que Arthur queria que Alana tivesse a criança sem problemas, ficou em silêncio por um momento:
— Está tudo bem. Já te candidatei a um projeto de pesquisa no exterior. Basta você terminar bem este, e em três meses irá para fora. Lá você terá o governo apoiando o seu currículo, e ninguém poderá tocar em você. Quanto ao dinheiro que você quer devolver, isso não será problema algum.
A mente de Alana gradualmente clareou. Ela entendeu que esperar não ajudava em nada se ela mesma não fizesse a sua parte...
No dia da gala, a aparição de Isabella diante de todos subiu imediatamente para as manchetes de todos os grandes veículos de imprensa.
'Sr. Campos, CEO do Grupo Campos, gasta uma fortuna para demonstrar sua promessa vitalícia para a deusa Isabella', 'O Imperador dos Negócios e a Rainha da Pesquisa, aliança de dois reis faz ações do Grupo Campos dispararem', 'A família Campos dá as boas-vindas à sua futura dona'...
Mesmo que Alana não quisesse ver, os alertas dos aplicativos traziam as notícias explosivas direto para a sua tela.
Ela apagou a tela do celular com uma expressão vazia e olhou para o salão do banquete.
Isabella estava sendo amparada, caminhando até Arthur. Os dois faziam um par indescritivelmente belo.
O fato de Isabella se tornar a futura Sra. Campos já era uma certeza inabalável.
Alana não conseguia ver o rosto de Arthur, mas Isabella segurava carinhosamente o braço dele. Ela imaginava que ele devia estar muito feliz.
Porque ele cooperou com tudo, até mesmo quando os repórteres pediram para tirar uma foto.
A família Campos se reuniu, e Isabella, na posição de Sra. Campos, ficou ao lado de Arthur e do Sr. Ricardo, tirando um "retrato de família" capaz de chocar o mundo corporativo.

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