Isabella estava sentada ao lado de Arthur, recebendo os elogios com toda a elegância.
Dona Helena chamou Alana: — Alana, por favor, sirva o vinho decantado para todos.
Essa educação repentina fez Alana lembrar da verdadeira face de Dona Helena em particular, reforçando o quanto a família Campos era fria e falsa.
Porém, numa situação como aquela, mesmo que fosse Beatriz ali, a pessoa teria que cumprir a tarefa na mesa principal.
Com uma expressão neutra, ela se colocou ao lado de Arthur, enchendo as taças de vinho para ele e para Isabella.
A cena fez Henrique fechar os punhos de raiva sem dizer nada.
Fazer a esposa servir vinho para o próprio marido e para a amante na festa! Eles tratam a própria esposa legal, que ainda está casada com ele, como se fosse uma empregada de bar.
A atitude da família Campos passava dos limites!
Henrique conteve-se diversas vezes, vendo o Sr. Ricardo agir como se nada estivesse acontecendo, ainda exaltando as competências de Isabella para o professor.
Isabella seria o gênio dos gênios?
Como poderia ser boa em tudo, ganhar prêmios e se sair bem na pesquisa ao mesmo tempo?
Mesmo que pudesse, Isabella jamais bateria a competência de Alana.
Apesar da juventude, Alana já ombreava com o próprio professor e outras figuras de destaque na pesquisa científica.
E agora, a família Campos tratava pérolas como se fossem olho de peixe.
Ele estava indignado, mas o coração de Simão sangrava ainda mais!

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