O olhar do Prof. Simão dirigiu-se a Alana, com um afeto e uma compaixão que os outros não conseguiam entender.
Essa garota, que o acompanhava em pesquisas científicas desde a adolescência e não se importava com o quão exaustivo ou difícil fosse, agora queria sair do fundo do poço, e ele, na sua velhice, não tinha motivos para não ajudar.
Além disso, ele não viveria por muito mais tempo.
— E o que o Sr. Campos acha? — O Prof. Simão ignorou Alana.
Como Arthur havia negado o pedido direto anterior, o Prof. Simão sabia que tirar qualquer pessoa ou coisa das mãos de um capitalista, mesmo que ele não quisesse mais, era quase impossível.
Sendo assim, ele abriria uma exceção para Alana!
Com um olhar sereno, Arthur encarou Alana de forma fixa.
Alana, uma pessoa sem status, serviria de degrau para Isabella subir e se tornar a última aluna do Prof. Simão.
A partir dali, seu futuro seria promissor.
Para a família Campos, isso traria apenas benefícios e nenhum prejuízo!
Justo quando todos pensavam que Arthur aproveitaria a oportunidade, ele disse: — Sinto muito.
O coração de Alana de repente se acalmou ao ver que o Professor não precisaria se sujeitar a isso.
Mas a recusa de Arthur deixou um nó em sua garganta.
Por que Arthur não quis?
Seria porque ela "estava grávida de um filho dele"?
A atmosfera no banquete não voltou a atingir o auge de antes até o momento em que Henrique ajudou o Prof. Simão a sair.
Ao ir embora, o Sr. Ricardo ainda deu um olhar fixo nela:
— Se uma mulher quer conquistar um homem de verdade, precisa se mostrar por quem ela é. Manipular a situação só vai fazer ele perder todo o respeito por ela. Alana, estou realmente decepcionado com você. Arthur, você devia controlá-la melhor!
A expressão de Alana permaneceu indiferente; ela não levaria mais essas poucas palavras a sério.
Mesmo quando Arthur olhou em sua direção, ela não demonstrou qualquer reação.

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